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Mueller quer restaurar confiança na VW

O novo CEO da Volkswagen, Matthias Mueller, reafirmou a sua intenção de investigar até ao limite as origens do escândalo que abalou a marca na última semana, referente à adulteração das emissões de NOx para a atmosfera por via de um software malicioso. Numa conferência de imprensa realizada em Wolfsburgo, Mueller indicou que a instalação do software deverá ter partido de um “pequeno grupo” de engenheiros, os quais já foram suspensos, ainda que o recém-eleito CEO se tenha escusado a mencionar quantos elementos foram já afastados das suas funções. “A minha tarefa mais premente é reconquistar a confiança para o Grupo Volkswagen, não deixando qualquer pedra por virar e com a máxima transparência, bem como retirar as ilações acertadas da atual situação”, refere Mueller. Por seu turno, Berthold Huber, presidente interino do Grupo Volkswagen, explicou que “à luz da atual informação, o Conselho de Supervisão recomendou a suspensão imediata de alguns funcionários até que o caso seja totalmente esclarecido. A manipulação dos testes é um desastre moral e político para a Volkswagen. O comportamento ilegal de um grupo de engenheiros e técnicos envolvidos no desenvolvimento dos motores chocou tanto a Volkswagen como o público em geral”. Huber voltou a pedir desculpa por todo este caso e reafirmou o seu compromisso para com a descoberta da verdade. O grupo germânico agendou já um encontro extraordinário de acionistas para o dia 9 de novembro. Recorde-se que o caso das emissões dos motores diesel da Volkswagen causou já a demissão do anterior presidente da marca, Martin Winterkorn, além de uma profunda reorganização da estrutura diretiva da companhia.

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