Mais de dois terços das vendas das marcas premium alemãs são hoje feitas em segmentos de mercado conquistados às marcas generalistas, revelam os dados da ACAP, a Associação do Comércio Automóvel de Portugal, relativos ao primeiro trimestre do ano. A Audi faz 52% das suas vendas em Portugal com o compacto A3 e com o subcompacto A1, a que soma ainda mais 14,2% das vendas da versão sedan do A3 e do SUV compacto Q3. Na rival BMW, o modelo mais vendido é o compacto Série 1, que responde por 27,4% das vendas, enquanto o novo Série 2 Active Tourer ocupa a 4ª posição no ranking, valendo 12,5% dos registos da marca bávara no primeiro trimestre, e liderando destacado o segmento dos monovolumes compactos, um território tradicional das marcas generalistas francesas, com 41,4% de quota. O Mercedes-Benz Classe B é o segundo modelo mais vendido neste segmento do mercado, com 30% de quota, respondendo por 9,1% das vendas da marca em Portugal. O modelo de maior sucesso é o compacto Classe A, que faz mais de 30% das vendas, a que se podem somar ainda os 11,5% da versão CLA e os 10,7% do SUV compacto GLA. A entrada em força da Audi, BMW e Mercedes-Benz nos segmentos médios e inferiores do mercado empurrou as chamadas marcas generalistas para um ghetto, entaladas entre as marcas premium alemãs e as propostas value for money de marcas como as sul-coreanas Kia e Hyundai, da Seat e Skoda, ou da low cost francesa Dacia. Além do prestígio das suas marcas, Audi, BMW e Mercedes-Benz beneficiam também da legislação que agravou os impostos sobre os automóveis de frotas com preços acima dos 25 mil euros e que levou as empresas a fazerem um downgrading dos modelos ao seu serviço. Com valores residuais mais vantajosos…