A rendibilidade das empresas aumentou para 9,2% no quarto trimestre de 2022 e a autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no balanço, cresceu para 41,9%, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
“No final do quarto trimestre de 2022, a rendibilidade das empresas, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, foi de 9,2%”, referem as estatísticas das empresas da central de balanços, hoje divulgadas pelo banco central.
De acordo com o BdP, no final do ano passado, a rendibilidade do ativo das empresas encontrava-se 1,6 pontos percentuais (p.p.) acima do verificado no homólogo de 2021 e de 2019 (período pré-pandemia).
A análise setorial regista que a rendibilidade do ativo aumentou em todos os setores, com exceção da construção, que abrandou 0,1 p.p. para 5,5%.
Os setores dos transportes e armazenagem (13,7%), comércio (11,3%), sedes sociais (7,3%) e outros serviços (9,0%) registaram crescimentos iguais ou superiores a 1,0 pontos percentuais, com variações respetivas de 4,4 p.p., 3,3 p.p., 1,2 p.p. e 1,0 p.p.
As empresas públicas recuperaram da rendibilidade negativa de 4,5% no período homólogo, subindo 11,9 pontos percentuais, para um rácio positivo de 7,4%.
Já no capítulo da autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, esta aumentou 1,4 p.p., para 41,9%, atingindo um máximo desde o início da série, em 2006.
No quarto trimestre de 2021, a autonomia financeira tinha sido de 40,5% e, no quarto trimestre de 2019 (período pré-pandemia), de 38,5%.
Em sentido inverso, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo recuou de 31,7% para 30,1% em termos homólogos durante o quarto trimestre de 2021, tendo esta variação sido impactada pelos empréstimos de instituições de crédito e sociedades financeiras e os empréstimos de empresas do grupo.
A análise por setor de atividade regista apenas abrandamentos homólogos deste indicador nos setores da eletricidade (-0,1 p.p., para 35,1%) e da construção (-0,2 p.p. para 33,7%).
Face ao último trimestre de atividade antes do início da pandemia da covid-19 em Portugal, registaram-se aumentos da autonomia financeira “transversal a todos os setores de atividade”.
Ficou inalterada nas empresas do setor da eletricidade e dos transportes e armazenagem.
Por classe de dimensão das empresas privadas “a autonomia financeira aumentou, nas PME, de 40,4% para 42,2% e, nas grandes empresas, de 35,0% para 35,5%”.
Finalmente, a autonomia financeira das empresas públicas cresceu de 31,7% para 35,3%, e o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu de 37,1% para 31,6%.













