Portugueses abastecem a despensa. Compra de conservas dispara 42%

A venda de conservas disparou 42% entre os dias 24 de Fevereiro e 1 de Março.

Executive Digest

A venda de conservas disparou 42% entre os dias 24 de Fevereiro e 1 de Março, segundo o “Correio da Manhã”. Ou seja, os portugueses começaram a armazenar ainda antes de ser declarada epidemia.

A par dos enlatados, os súper e hipermercados registaram também um aumento substancial no consumo de produtos de higiene e de saúde, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pela Nielsen, uma consultora especializada no sector do retalho.

Lisboa, Setúbal, Leiria e Santarém lideraram a «corrida». De acordo com a Nielsen, o consumo em Lisboa cresceu 18%, ou seja, triplicou face à tendência registada desde o início do ano, na ordem dos 6%. «Constata-se uma preocupação acrescida entre os portugueses com a saúde e o armazenamento de produtos alimentares», refere a consultora, dando como exemplo os crescimentos da procura por frutas ricas em vitamina C (37%).

Também os produtos de saúde e limpeza registam crescimentos. A procura pelo papel higiénico teve um crescimento de 40%. Nos acessórios de limpeza, em que se incluem as luvas, o crescimento foi de 38%.

Assim, as lojas e grandes superfícies registaram aumentos nas vendas de 14%, entre as categorias de alimentação, detergentes e produtos de higiene e frescos. Desde o início do ano a tendência se situava nos 6%.

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Os estabelecimentos mais procurados foram os hipermercados, com um crescimento de 20%, seguidos pelos supermercados grandes (18%) e pequenos (+5%). Contudo, segundo a Nielsen, é provável que os consumidores comecem a recorrer mais às mercearias de bairro.

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