Os portugueses voltaram a comprar casa. Vendas recuperam 7% em três meses

O mercado de habitação em Portugal Continental recuperou no segundo trimestre de 2026, com 39.210 casas transacionadas entre abril e junho, mais 7% face aos três meses anteriores, segundo dados da Confidencial Imobiliário.

André Manuel Mendes

O mercado de habitação em Portugal Continental recuperou no segundo trimestre de 2026, com 39.210 casas transacionadas entre abril e junho, mais 7% face aos três meses anteriores, segundo dados da Confidencial Imobiliário.

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A evolução representa uma inversão face à quebra de 12,1% registada no primeiro trimestre, quando foram vendidas 36.650 casas. Ainda assim, o número de transações permanece abaixo dos cerca de 41 mil fogos que eram comercializados, em média, por trimestre no final de 2025.

A recuperação da atividade foi transversal às principais regiões do país. Na Área Metropolitana de Lisboa, foram realizadas 11.790 transações, mais 7% do que no trimestre anterior, invertendo a queda de 8,4% registada no início do ano. Já na Área Metropolitana do Porto, as vendas cresceram 7,9%, para 6.500 fogos, depois de terem recuado 10,3% no primeiro trimestre.

No Algarve, foram transacionadas 2.875 habitações, mais 6,3% do que no trimestre anterior. A recuperação assume particular relevância depois da contração de 16,6% registada nos primeiros três meses do ano.

Para Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, a recuperação das vendas está em linha com o sentimento demonstrado pelos operadores do mercado no mais recente Portuguese Housing Market Survey, que já apontava para “um ponto de viragem no mercado após um período de enfraquecimento da atividade”.

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“No 2º trimestre as taxas Euribor estancaram a trajetória de subida e o conflito no Golfo Pérsico passou por uma fase de acalmia, levando o mercado a reforçar os índices de confiança, levando à recuperação dos indicadores de procura”, explica o responsável.

Apesar da recuperação da procura, os preços das casas continuam a subir a um ritmo elevado. O Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário registou uma valorização trimestral de 3,5% no segundo trimestre, mais 0,3 pontos percentuais do que os 3,2% observados nos primeiros três meses do ano.

A evolução representa uma ligeira aceleração do ritmo de subida dos preços, depois da tendência de moderação observada no início de 2026. Em termos homólogos, contudo, a valorização permanece abaixo dos máximos superiores a 21% registados nesse período, tendo atingido 18,6% em junho.

De acordo com o SIR – Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda fixou-se nos 325.342 euros por fogo. Em média, as casas demoraram cinco meses a ser vendidas.

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