PCP e Bloco de Esquerda impõe condições ao PS para formar maioria de esquerda

PCP e Bloco de Esquerda (BE) já se posicionam para fazer parte de uma eventual coligação com o PS após as eleições legislativas de 10 de março

Revista de Imprensa

PCP e Bloco de Esquerda (BE) já se posicionam para fazer parte de uma eventual coligação com o PS após as eleições legislativas de 10 de março: os dois partidos já fazem exigências públicas aos socialistas para equacionarem um entendimento à esquerda, pedindo que assumam as responsabilidades passadas da maioria absoluta e acertem prioridades futuras, seja no trabalho ou na saúde.

Conforme indicou, esta quinta-feira, o jornal ‘Público’, o secretário-geral comunista admitiu que faria um acordo com o PS “hoje” se os socialistas aprovassem os projetos de lei do PCP para alterar a legislação laboral, desafiando os socialistas a “clarificar quais os caminhos que quer”. “Essa é a grande questão, o resto é só para a gente andar aqui a fazer cenários que não têm consequência nenhuma na vida das pessoas”, indicou.



Para um eventual entendimento à esquerda, o líder do PCP indicou a legislação laboral como uma das exigências, colocando pressão em Pedro Nuno Santos para se pronunciar sobre o tema. O discurso de Paulo Raimundo tem sido crítico para o PS mas não fechou a porta a um entendimento, salientando que “o PCP continuará a apoiar tudo o que é positivo”.

O Bloco de Esquerda tem uma posição semelhante, indicou a coordenadora Mariana Mortágua, que definiu a saúde como condição para um acordo com os socialistas. A coordenadora bloquista desafiou o PS a “reconhecer o que é que correu mal durante a maioria absoluta” e a “apresentar soluções ao país”, admitindo que é isso que vai “determinar o futuro” após as eleições. A responsável do BE salientou querer ser “determinante para as soluções que contam” na saúde, habitação, educação e salários e tem apelado ao voto no BE para criar uma maioria de esquerda.

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