OMS deixa recado: «Humildade é essencial»

O fundo de solidariedade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o combate à pandemia da Covid-19, lançado a 13 de Março, já angariou 622 milhões de dólares.

Ana Rita Rebelo

O fundo de solidariedade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o combate à pandemia da Covid-19, lançado a 13 de Março, já angariou 622 milhões de dólares.

A informação foi partilhada pelo director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava numa conferência de imprensa em Genebra e adiantou que falou com os tutelares das pastas das Finanças dos países do G20 nesta segunda-feira.



O responsável afirmou que «é importante que os Governos mantenham as suas populações informadas sobre a duração esperada das medidas [que tomam] e que garante apoia aos idosos, refugiados e a outros grupos vulneráveis». Os governantes têm ainda «de assegurar o bem estar das pessoas que perderam rendimentos e que estão em necessidade desesperada de alimentação, condições sanitárias ou outros serviços essenciais», continuou.

Tedros aproveitou para esclarecer um tweet que fez ontem, onde escreveu apenas «Humildade». «Algumas pessoas perguntaram-me porquê. A Covid-19 está a recordar-nos o quão vulneráveis somos, o quão ligados estamos e quão dependentes somos uns dos outros», começou por dizer, sublinhando que «no centro de um furacão como a Covid-19, as ferramentas científicas e de saúde pública são essenciais, mas a humildade e a bondade também o são. Com solidariedade, humildade e assumindo o melhor nos outros, podemos e iremos  ultrapassar isto juntos».

Na última semana, recorde-se que o primeiro-ministro António Costa afirmou que o discurso do ministro das Finanças holandês em relação à situação vivida em Itália e Espanha é «repugnante» e advertiu: «Ou a União Europeia faz o que tem a fazer ou acabará».

Mais tarde, o Presidente da República saiu em defesa de Costa, considerando que as palavras do chefe do Governo foram «em nome da solidariedade», uma vez que «estamos no mesmo barco. (…) Vamos resolver o problema em conjunto e não vale a pena criar divisões». «O primeiro-ministro indignou-se e eu também me solidarizo com a sua indignação», frisou Marcelo Rebelo de Sousa no mesmo dia.

O Presidente revelou ainda que apoia a solução da emissão de eurobons, solução que foi travada pelo Conselho Europeu.

Na conferência de imprensa da OMS, o director-executivo Michael J. Ryan voltou a salientar a importância do isolamento social para conter a propagação da pandemia e que todos os casos suspeitos devem ser submetidos a testes.

Há já 140 vítimas mortais por Covid-19 em Portugal, segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde, nesta segunda-feira. Nas últimas 24 horas, houve mais 21 mortes. De acordo com a DGS, há 6.408 pessoas infectadas e 4.845 aguardam resultados laboratoriais. Do total de infectados. 571 pessoas estão internadas, das quais 164 nos cuidados intensivos.

A nível mundial, o novo coronavírus, detectado no final de Dezembro em Wuhan, na China, já provocou a morte de 34.305 pessoas e infectou 745.308.

*Notícia actualizada com mais informação

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