A Organização Mundial da Saúde (OMS) autorizou esta sexta-feira a vacina contra a covid-19 de dose única da Johnson & Johnson (J&J). Segundo a OMS, a decisão foi tomada com base na autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que foi anunciada esta quinta-feira.
“Cada nova ferramenta segura e eficaz contra a covid-19 é mais um passo para controlar a pandemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na conferência de imprensa de hoje.
No entanto, o responsável ressalvou que a “esperança oferecida por estas ferramentas não se materializará a menos que sejam disponibilizadas a todas as pessoas em todos os países”, apelando a uma distribuição mais justa e equitativa.
A EMA e a Comissão Europeia aprovaram ontem a vacina unidose da J&J, que obteve uma autorização condicional de comercialização para todos os Estados-membros. Esta é já a quarta aprovada pelo regulador europeu, depois da Pfizer/ BioNTech, Moderna e AstraZeneca/ Oxford.
A vacina da Janssen (subsidiária europeia da J&J) é a primeira de dose única a ser aprovada pela OMS. Apesar de ter uma eficácia inferior à da Moderna ou da Pfizer/ BioNTech, ambas com resultados acima dos 94% nos ensaios clínicos, a vacina da J&J é uma das que oferece mais vantagens.
Um dos benefícios mais óbvio é que é de apenas uma dose, o que facilita toda a logística em torno da administração do fármaco. Embora não possa eliminar a doença, a vacina da J&J tem a sua própria função na prevenção dos piores resultados da covid-19: hospitalização e morte.
Em ensaios em todo o mundo, demonstrou ser 66% eficaz na prevenção total de infeções pelo novo coronavírus, e 85% eficaz na prevenção de casos graves de covid-19, após quatro semanas desde a toma da vacina.




