Novo coronavírus representa uma oportunidade para o sector do retalho

Entre 24 de Fevereiro e 23 de Março, registaram-se cerca de 54,7 mil menções ao sector do retalho associadas ao novo coronavírus, nas plataformas digitais portuguesas.

Filipa Almeida

Entre 24 de Fevereiro e 23 de Março, registaram-se cerca de 54,7 mil menções ao sector do retalho associadas ao novo coronavírus, nas plataformas digitais portuguesas – em que se incluem os meios de comunicação online. Um estudo elaborado pela Atrevia mostra que estas menções geraram cerca de 133,24 mil interacções.

A título de exemplo, um artigo do jornal Observador sobre como a Zara, Bershka, Stradivarius encerraram as lojas foi um dos que gerou mais interacções no período em análise: 37,1 mil.

Depois de analisar os diferentes conteúdos com menções ao vírus, a consultora concluiu que a pandemia “é um tema que gera o interesse da população portuguesa sendo, por isso, uma oportunidade para as empresas usarem a sua voz e marcarem uma posição no mercado, actuando de forma positiva junto dos seus públicos”. Especialmente num contexto como o actual, as empresas retalhistas encontram na comunicação uma oportunidade.

De acordo com o “Digital Report – Alterações na esfera digital face ao Coronavírus”, há, no entanto, cuidados a ter. As empresas que o façam devem utilizar os canais adequados, de modo a manter uma ligação com o mercado em momentos de crise e, ao mesmo tempo, construir uma reputação positiva.

A Atrevia aponta ainda para novas tendências de consumo a ter em consideração: Experiência, Smart Shopping, Confiança, Saúde e Bem-estar & Conveniência.

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Segundo o estudo, o consumidor valoriza cada vez mais os elementos de interacção e experiência transmitidos ao longo da jornada de compra, estão mais sensíveis ao preço e adoptam práticas de consumo mais ponderadas, conscientes, responsáveis e sustentáveis. Além disso, os consumidores estão a prestar mais atenção ao impacto dos produtos consumidos e à conduta das empresas que os produzem e distribuem.

Conveniência é outra das palavras-chave: os consumidores querem soluções que se adaptem às suas rotinas e hábitos alimentares e que, em simultâneo, lhes libertem tempo para outras actividades.

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