Nova SBE: Preparar o futuro

A educação representa uma das grandes chaves para a adaptabilidade em momentos de grande incerteza.

Executive Digest

A pandemia e o consequente contexto dos últimos 12 meses aceleraram o processo de transformação digital, forçando muitas empresas e colaboradores e adaptarem- -se a um “novo normal”, com novas regras, oportunidades e desafios distintos. No último ano, registou-se um aumento da procura de formação. Sobretudo a título individual. «Sentimos que muitas organizações estão ainda apreensivas e expectantes em relação ao futuro, demasiadamente incerto par todos. No entanto, muitos profissionais sentem que esta é a altura ideal para actualizar as suas competências, com vista a ultrapassarem os actuais obstáculos e destacarem-se no mercado de trabalho, apostando na aquisição de novas competências. Estes podem ser factores explicativos para a maior procura a título pessoal», explica Pedro Brito, executive director for Executive Education & Business Transformation da Nova SBE, à Executive Digest.

Uma das claras tendências actuais é a procura de formações nas áreas do digital e sustentabilidade, para além da inovação e liderança que têm também evoluído em termos de tipo de competências e ferramentas necessárias para se manter a competitividade e gestão de pessoas. Estes são os “hot topics” do momento no que diz respeito à formação profissional, a título individual e colectivo, no contexto actual.



«Sempre considerámos estas áreas como essenciais no mundo profissional e o nosso portefólio de formação ref lectiu esta crença, desde que começou a ser desenvolvido. Mesmo antes da crise provocada pela pandemia, já dispúnhamos de uma vasta oferta de programas intensivos dedicados ou com conteúdos programáticos dentro de formações específicas, nas áreas de comunicação, liderança e estratégia», acrescenta Pedro Brito.

Actualmente, a instituição depara- se com uma tendência maior de procura por estes temas, em comparação com o período em que lançou estas soluções para o mercado – correndo o risco de dizer que estavam muito à frente do seu tempo – mas também encontrou uma maior procura na área de inovação, empreendedorismo, digital e gestão de operações, temas que, dentro das formações que oferece, capacitam os profissionais e organizações para conseguirem dar respostas ágeis em contextos de incerteza.

«Reforçámos, especificamente, a oferta na área da gestão das emoções, que será um tema cada vez mais importante para lidar com situações de crise. Mas, não só. Ampliámos o nosso portefólio para enfrentar os principais desafios actuais. A título de exemplo, a liderança em trabalho remoto ou hibrido é um desafio de liderança. É preciso redefinir conceitos sobre foco e rotinas, perceber como se criam relações de confiança e colaboração sem estar fisicamente no mesmo lugar. E, muitas vezes, sem sequer chegar a conhecer os colegas presencialmente», afirma Pedro Brito.

Neste momento, assiste-se a uma mudança de paradigma na forma como se trabalha: de um workspace para um culturespace – espaço de manutenção de cultura e confiança, aprendizagem e colaboração, e de ancoragem cultural, que está a deixar de ser físico. «Por isso os escritórios não vão deixar de existir! Pelo contrário, precisam de adaptar-se para promoverem a criatividade e interação entre os colaboradores», sublinha.

FORMANDOS

No início, a adaptação a este contexto passou muito por levar para o formato online os modelos outrora entregues em formato presencial. Como nas restantes organizações, a Nova SBE teve de testar e desenvolver novas soluções digitais, caminhando evidentemente para a desconstrução do conceito de sala de aula física, passando para uma sala de aula global que vai ao encontro do participante onde quer que ele esteja, com inúmeras possibilidade e combinações de formação. Neste âmbito, por exemplo, uma das soluções encontrada foi a criação do Horizon Studio, para apoiar o processo de aprendizagem virtual, alicerçado num estúdio real, montado no campus de Carcavelos, com uma dinâmica de interacção com os alunos completamente diferente.

Por outro lado, o online exigiu uma preparação e capacitação do faculty para novos contextos de sala de aula, e as metodologias e modelos pedagógicos foram adaptados para que não se perca a experiência de aprendizagem que o formato presencial oferece.

«Cada vez temos mais formações para níveis de complexidade funcional diferentes, e não necessariamente faixas etárias distintas. Desta forma, conseguimos capitalizar o network e tornar as experiências dos profissionais de cada área mais transversais. O que mudou foi a forma como apresentamos a nossa oferta de programas abertos. Estão organizados por jornadas, permitindo que o profissional possa mais facilmente escolher o programa mais adequado para o seu nível de maturidade na matéria, assim como procurar um tipo de aprendizagem mais alinhado com a sua expectativa (desde um foco na aplicação prática até a uma vertente mais estratégica)», diz Pedro Brito.

O objectivo da formação de executivos e da Nova SBE é criar um ecossistema que permita a partilha de conhecimentos que impulsionem o crescimento individual e colectivo. Neste sentido, a comunicação passa muito pela óptica da partilha desta missão com a comunidade, incentivando a participação e frisando que todos temos um papel a desempenhar. Foi a partir deste mote que surgiu o projecto “Role to Play”, da Nova SBE. «Queremos também dar-lhe o empowerment para escolher o que e como aprender, dentro das nossas jornadas de aprendizagem, numa expansão contínua de conhecimento em áreas com maior impacto de transformação individual e organizacional», refere Pedro Brito.

Para além disto, a instituição tem uma estratégia de comunicação muito assente na produção de conteúdos que acrescentem valor à comunidade. O objectivo é despertar o interesse para temas relevantes do contexto actual, incentivando desta forma o desenvolvimento profissional. É sabido que os colaboradores das grandes empresas acabam por ter pouco contacto com colegas de diferentes equipas e geografias, não ultrapassando a esfera dos contactos mais próximos. «Muitas das vezes os desafios que as empresas nos trazem prendem-se, precisamente, com o facto de não existirem esses contactos profissionais dentro da organização, sendo que a nossa missão é criar um ecossistema no qual seja possível trabalhar a cultura organizacional e um mindset alinhado e actual, para enfrentar os desafios com que as organizações se deparam», conta.

Mesmo no contexto actual de incerteza, a Nova SBE continua a olhar para o resto do ano de uma forma optimista. É esperado que grande parte da população esteja vacinada nos próximos meses, e já existem alguns sinais de retoma à normalidade. Mesmo no pico da pandemia, as empresas e os profissionais não desinvestiram totalmente na sua formação. «Para muitas pessoas, este período revelou-se numa oportunidade para redesenharem os seus quadros de competências, actualizar conhecimentos e prepararem-se para o futuro. Por estas razões, acreditamos que, nos próximos meses, a tendência de procura se mantenha, até porque a educação está a representar uma das grandes chaves para a adaptabilidade em momentos de grande incerteza», conclui o executive director for Executive Education & Business Transformation da Nova SBE.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formação de Executivos”, publicado na edição de Maio (n.º 182) da Executive Digest.

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