“Lixaram-nos. A nós, às crianças e ao futuro. São criminosos”: Divulgada alegada gravação de membros da elite próxima de Putin a criticarem o Presidente russo

Vários meios de comunicação ucranianos estão a divulgar uma gravação que, alegadamente, detalha uma conversa entre dois membros da elite russa próxima de Putin a criticarem o Presidente da Rússia e a guerra na Ucrânia.

Na conversa telefónica, que segundo o Channel 5 e o jornal Meduza envolve o produtor musical Iosif Prigozhin e o oligarca, bilionário e antigo político Farkhad Akhmedov, os dois homens não poupam críticas à liderança russa e discutem como estão a ser afetados pelas sanções ocidentais aplicadas à Rússia, no âmbito da invasão à Ucrânia.
A gravação dura cerca de 30 minutos.

Na chamada gravada, Iosif Prigozhin (que não tem qualquer relação familiar com Evgeny Prigozhin, fundador do grupo mercenário Wagner) diz que as forças russas “já perderam para o Kvartal 95”, fazendo referência ao estúdio que foi cofundado pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

O produtor musical diz que Putin “conduziu-se a si mesmo a um buraco de m****”. “Falando com toda a sinceridade, já era altura de parar, deixem-no [Zelensky] com o Prémio Nobel e saiam de lá, c******. Ele [Putin] entregou o nosso país de qualquer maneira”, argumenta.

“Lixaram-nos. A nós, às nossas crianças, ao futuro, ao destino deles, sabes?”, responde a voz que alegadamente pertence a Farkhad Akhmedov.

“Honestamente, claro que são criminosos! E que criminosos são”, devolve o interlocutor, num dos excertos que está a gerar mais polémica.

A autenticidade das gravações não foi ainda confirmada, assinalam os meios de comunicação ucranianos.

Iosif Prigozhin já veio garantir que a gravação é falsa e argumenta que “tecnologias atuais e redes neurais permitem que as pessoas fabriquem não só vozes como conversas inteiras”. “Toda a gente sabe qual é a minha posição política”, afirma o produtor musical, que publicamente diz apoiar a guerra na Ucrânia.

Evgeny Prigozhin, fundador do grupo Wagner já afirmou que quem divulgou a gravação poderá ter pensado erradamente que o Prigozhin referido nas conversas era ele, e não o produtor que tem o mesmo apelido.

O Kremlin ou as autoridades russas ainda não se pronunciaram sobre o caso.

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