Luís Montenegro falou esta quinta-feira ao País na sequência da tragédia ocorrida ontem, com o descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, que fez pelo menos 16 mortos e mais de 20 feridos. Acompanhado por Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa, os dois falaram após reunião do Conselho de Ministros que começou esta quinta-feira pelas 10h00. O primeiro-ministro referiu que se trata “de uma das maiores tragédias da nossa história recente”.
Manifestando “profunda tristeza e consternação”, Montenegro disse que Portugal “foi abalado por um terrível acidente no coração de Lisboa”, dando conta das 16 vítimas mortais e 5 feridos em estado crítico.
“Dirijo-me às família das vitimas, nacionais e estrangeiras, desejando rápida recuperação aos feridos. Nenhuma palavra será suficiente para apaziguar a perda ou preencher o vazio deixado com quem partiu”, afirmou o primeiro-ministro na intervenção, que não teve direito a perguntas dos jornalistas.
Continuou: “Não estão sozinhos e o País inteiro partilha a vossa dor. Estamos num momento que exige solidariedade e união. O Governo acompanha situação e resposta mais célere possível desde a primeira hora”.
Montenegro agradeceu a “todas as entidades envolvidas no socorro às vítimas”, incluindo a Proteção Civil, os bombeiros, e várias entidades de saúde, como o INEM, e hospitais de São José, Santa Maria, Cascais, Garcia de Orta e Amadora-Sintra, bem como PSP e polícia municipal, e destacou que foi a “rápida resposta2 do INEM e PSP que “permitiu salvar vidas” e evitar uma tragédia ainda maior.
Segundo anunciou, o Instituto de Medicina Legal de Lisboa está a trabalhar em contrarrelógio e o mais rapidamente para entregar os corpos às famílias. “Ontem realizámos um Conselho de Ministros extraordinário para declarar dia de luto nacional”, continuou, referindo que foi feito convite para Carlos Moedas estar presente, “para podermos fazer ponto de situação e transmitir toda a solidariedade e apoio do Governo”
“Estamos em contacto com as famílias das vitimas, nacionais e estrangeiras, sempre que haja lugar à identificação confirmada”, acrescentou Montenegro, anunciando que o Instituto de Registos e Notariado (IRN) vai disponibilizar uma equipa para poder acelerar os registos de óbito das vítimas, e que a TAP disponibilizou-se para transportar familiares das vítimas do estrangeiro para Portugal, repatriar feridos e transladar os corpos.
“Este trágico acidente ultrapassa fronteiras e é uma dor que não tem nacionalidade”, sublinhou Montenegro, agradecendo todas as mensagens que recebeu de líderes europeus e de instituições da UE.
“Esta tragédia não pode nem deve ser usada para alimentar divisões ou manobra de aproveitamento politico”, reforçou Montenegro, pedindo “sentido de respeito para todos os que sofrem com o acidente”, e garantindo que “as autoridades competentes realizarão com celeridade as averiguações de apuramento das causas desta tragedia”.














