Portugal regressa hoje aos mercados para emitir até 1.500 milhões em dívida a cinco e nove anos

Portugal regressa esta quarta-feira aos mercados financeiros com um leilão duplo de obrigações do Tesouro a cinco e nove anos, numa operação através da qual o Estado pretende captar entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros, reforçando o financiamento para o ano de 2026.

Pedro Zagacho Gonçalves

Portugal regressa esta quarta-feira aos mercados financeiros com um leilão duplo de obrigações do Tesouro a cinco e nove anos, numa operação através da qual o Estado pretende captar entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros, reforçando o financiamento para o ano de 2026.

De acordo com um comunicado do Instituto de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), presidido por Pedro Cabeços, os dois leilões realizam-se hoje, dia 28 de janeiro, pelas 10h30, e incidem sobre obrigações do Tesouro com maturidade em 17 de outubro de 2031 e 15 de junho de 2035.

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 28 de janeiro pelas 10:30 horas dois leilões das OT com maturidade em 17 de outubro de 2031 e 15 de junho de 2035, com um montante indicativo global entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros”, refere a agência responsável pela gestão da dívida pública portuguesa.

Esta operação marca o regresso de Portugal às emissões regulares de dívida após a venda sindicada realizada no início do mês, que permitiu antecipar uma parte relevante das necessidades de financiamento para o ano em curso.

A linha de obrigações com prazo mais longo, agora novamente colocada no mercado, tinha sido utilizada pela última vez em setembro do ano passado. Nessa altura, o Tesouro emitiu 621 milhões de euros, com uma taxa de juro de 3,059%, tendo a procura superado a oferta em 1,57 vezes.

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No caso da obrigação com maturidade mais curta, o último leilão comparável ocorreu em julho. Nessa operação, o IGCP conseguiu captar 650 milhões de euros, pagando uma taxa de juro de 2,57%, com uma procura 2,09 vezes superior ao montante colocado.

O leilão realizado hoje ocorre depois de, no início do mês, Portugal ter recorrido a uma venda sindicada de obrigações do Tesouro no montante de quatro mil milhões de euros. Nessa operação, os investidores demonstraram um forte apetite pela dívida pública portuguesa, levando a níveis de procura considerados recorde.

Essa emissão sindicada permitiu ao Estado assegurar desde logo uma parcela significativa do financiamento necessário para 2026, reduzindo a pressão sobre as restantes operações previstas ao longo do ano.

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Segundo o programa de financiamento do IGCP, as necessidades de financiamento líquidas de Portugal deverão situar-se em cerca de 13 mil milhões de euros em 2026, um valor superior aos 10,8 mil milhões registados em 2025.

Com os quatro mil milhões de euros já angariados através da venda sindicada, Portugal assegurou aproximadamente um sexto das necessidades brutas de financiamento em obrigações do Tesouro para este ano, estimadas em 24 mil milhões de euros.

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