Netflix recusa aumentar oferta pela Warner Bros e abre caminho à Paramount

A Netflix revelou hoje que se recusa a aumentar a oferta pela Warner Bros (WBD), para competir com a proposta da Paramount Skydance (PSKY), considerando o negócio financeiramente inviável.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 27, 2026
0:36

A Netflix revelou hoje que se recusa a aumentar a oferta pela Warner Bros (WBD), para competir com a proposta da Paramount Skydance (PSKY), considerando o negócio financeiramente inviável.


Os executivos da gigante do ‘streaming’ sublinharam que “recusam igualar” a oferta da Paramount Skydance depois de o conselho da WBD a ter considerado uma proposta superior.


Ao contrário da proposta da Netflix, a Paramount quer todas as operações da Warner, incluindo canais como a CNN e a Discovery.


Isto colocaria a CNN sob o mesmo teto da CBS, também pertencente à Paramount, e uniria dois dos últimos cinco estúdios restantes de Hollywood.


A proprietária da HBO Max, da DC Studios e de títulos populares como “Harry Potter”, tinha apoiado a proposta da Netflix durante meses.


Mas depois de a Paramount, pertencente à Skydance, ter aumentado a sua oferta rival pela empresa inteira para 31 dólares por ação, além de outras revisões, o conselho da Warner declarou hoje que a oferta “constitui uma proposta superior”.


Incluindo a dívida da Warner Bros, a proposta avalia a empresa-alvo em cerca de 110 mil milhões de dólares.


O acordo proposto pela PSKY exige também uma estrutura financeira invulgar e o apoio pessoal de Larry Ellison, fundador da Oracle e pai do CEO da Paramount Skydance, David Ellison.


A WBD marcou para 20 de março a assembleia-geral extraordinária na qual os acionistas decidirão sobre o futuro do grupo.


Os executivos da Paramount defendem que a fusão será benéfica para os consumidores e para a indústria como um todo.


No entanto, os congressistas e as associações comerciais do setor do entretenimento fizeram soar o alarme, alertando que uma aquisição por parte da Warner apenas consolidaria ainda mais o poder numa indústria já dominada por poucos grandes ‘players’.


Analistas referem que o negócio pode resultar em perda de empregos, menos diversidade na produção cinematográfica e, potencialmente, mais dores de cabeça para os consumidores, que já enfrentam custos crescentes com as subscrições de streaming.


Em conjunto, estes fatores levantam enormes preocupações de concorrência e o Departamento de Justiça dos EUA já iniciou investigações, esperando-se que outros países façam o mesmo.


A Netflix, a Warner e a Paramount passaram os últimos meses numa acesa disputa pública sobre qual o acordo que oferece um caminho regulatório mais favorável e, consequentemente, mais valor para os acionistas da Warner.


 

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