A Mitsubishi anunciou que irá fechar a sua fábrica em Illinois, nos EUA, onde era produzido o SUV Outlander Sport, no final de Novembro deste ano. Tal como a Automonitor já havia adiantado ao longo do fim-de-semana, a marca dos três diamantes estava a equacionar o encerramento da sua fábrica de Illionois, tendo hoje confirmado essa mesma decisão.
A produção do SUV passará para a fábrica de Okazaki, no Japão, embora essa transferência esteja ainda dependente de uma decisão final do conselho de administração a realizar no dia 30 de Julho. Caso receba luz verde, o modelo será exportado de seguida para o continente norte-americano. De igual forma, com esta decisão, a Mitsubishi pretende focar-se nas suas fábricas no Japão, Rússia e Sudoeste Asiático (ASEA).
A Mitsubishi iniciou a produção de veículos em Normal, no Illinois, em 1988, então como Diamond Star Motors, numa parceria com a Chrysler. Em 1991, a Diamond Star Motors tornou-se uma subsidiária integral da Mitsubishi, após o fabricante japonês ter comprado todas as acções da empresa à Chrysler.
Em 2000, a fábrica atingiu o seu pico de produção, com 222 mil unidades construídas, mas a chegada da crise financeira global teve como consequência o decréscimo da produção para números bastante baixos, chegando mesmo a ser inferior a 20.000 unidades/ano.
A tentativa de voltar à normalidade passou pela introdução do Outlander Sport em 2012 (conhecido como ASX ou RVR noutros mercados) com exportação direccionada para a América Latina, Rússia e Médio Oriente. Em virtude da aceitação desse modelo, a produção voltou a subir para valores entre as 70.000 e 80.000 unidades anuais, mas a produção nunca espelhou resultados significativos. O golpe decisivo para a fábrica norte-americana foi dado, de forma irónica, pela crise no mercado russo, no qual as sanções impostas pela comunidade internacional devido estão a causar uma forte quebra no mercado automóvel.
A Mitsubishi garantiu, ainda, que vai tentar encontrar um comprador para aquela infra-estrutura de forma a preservar os postos de trabalho, num esforço conjunto com a entidade sindical United Auto Workers (UAW).














