Ministério Público do Peru pede detenção do ex-líder do órgão eleitoral

O Ministério Público do Peru requereu a prisão preventiva do antigo chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, por irregularidades ocorridas durante as eleições gerais de 12 de abril.

Executive Digest com Lusa

O Ministério Público do Peru requereu a prisão preventiva do antigo chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, por irregularidades ocorridas durante as eleições gerais de 12 de abril.


O Procurador-Geral do Peru, Tomás Gálvez, disse na quarta-feira que o requerimento abrange Corvetto e outros funcionários do Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em castelhano).


Gálvez sublinhou à rádio peruana RPP que agora será necessário aguardar pela marcação da data da audiência pelo juiz de turno para análise do requerimento, apresentado na noite de terça-feira.


O Procurador-Geral realçou que o Ministério Público está a “agir com total empenho” neste caso e disse esperar que o juiz “decida o mais rapidamente possível” sobre o pedido.


Gálvez confirmou ainda que Corvetto, que está a ser investigado por alegado conluio, entregou dois passaportes à Procuradoria Anticorrupção, por ter cidadania peruana e italiana.

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Corvetto demitiu-se na terça-feira, após uma primeira volta das presidenciais marcada por problemas na entrega do material eleitoral e alegações de fraude eleitoral.


Após a demissão de Corvetto, o ONPE anunciou na terça-feira que o diretor-geral do órgão, Bernardo Pachas Serrano, assumirá o cargo interinamente até à conclusão do processo eleitoral em curso no país andino.


Dez dias depois da primeira volta, as identidades dos dois candidatos que avançam para a segunda volta são ainda desconhecidas.

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Os resultados definitivos das eleições só deverão ser conhecidos em meados de maio, devido à lentidão na contagem e verificação de milhares de boletins de voto contestados.


As eleições de 12 de abril ficaram marcadas por problemas logísticos na distribuição de urnas e boletins, o que atrasou a abertura de várias mesas de voto, especialmente em Lima.


Perante estas dificuldades, as autoridades prolongaram a votação por mais um dia para mais de 50 mil eleitores afetados pelo encerramento de 13 mesas de voto.


O ONPE assegurou que “o trabalho inerente ao processo eleitoral em curso — que consiste na contagem e contagem dos votos — bem como os preparativos para a segunda volta das eleições presidenciais”, agendada para 07 de junho, “não foi interrompido e não será interrompido”.


A agência garantiu que está também a prosseguir em simultâneo com a organização das eleições primárias que antecedem as eleições regionais e municipais de outubro, marcadas para 17 e 24 de maio.

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Com 93,9% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori obteve 17% dos votos válidos, o que significa que terá de disputar a segunda volta da eleição presidencial peruana contra o candidato que ficar em segundo lugar.


Esse segundo classificado será o esquerdista Roberto Sánchez, que tem 12%, ou López Aliaga, de extrema-direita , que tem atualmente 11,9%.


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