Recentemente afastado da liderança da EDP, António Mexia foi o líder mais falado do ano, de acordo com o estudo CEO Media Report Portugal 2020, da CARMA.
Esta análise baseia-se nos resultados recolhidos entre 1 de janeiro e 30 de setembro de 2020, sendo que foram contabilizadas 3.931 notícias publicadas em imprensa e online. A lista dos CEO a analisar foi elaborada com base no ranking das 500 Maiores e Melhores Empresas da revista Exame. Do top 100 desse ranking foram considerados os dez CEO com maior volume de artigos publicados em imprensa e online
O jornal Expresso foi a fonte que mais alcance deu a António Mexia. Apesar da predominância de notícias sobre António Mexia, os Artigos de opinião/Editoriais tiveram também um peso significativo.
O vetor de reputação mais marcante na comunicação de António Mexia é Visão e Liderança. O CEO da EDP mostrou ter uma visão clara do caminho que a empresa deve seguir, e do setor da energia no geral.
Na gestão da reputação de António Mexia a Transparência é a premissa mais evidente. No caso das rendas excessivas, a defesa de António Mexia descredibiliza os argumentos e a investigação do Ministério Público no sentido de desmentir todas as acusações de que o CEO é o alvo.
António Mexia apesar de ser o CEO com o maior volume de artigos, apresenta uma ‘Favorabilidade’ baixa (43,2), ocupando a penúltima posição no ranking. “O escândalo das rendas excessivas que se transformou num caso de Justiça, e que ditou a
suspensão do cargo que ocupava na EDP, justifica a baixa favorabilidade”, consideram os analistas.
Miguel Stilwell de Andrade sucede interinamente a António Mexia após o escândalo de corrupção que abalou a empresa. Apesar de ter menor visibilidade, Stilwell consegue uma imagem mediática mais positiva (64,0) que o seu antecessor na EDP.
Quem consta do TOP10?
E este top 10 é liderado por António Mexia, seguindo-se Antonoaldo Neves, João Bento, Carlos Gomes da Silva, Miguel
Stilwell de Andrade, Alexandre Fonseca, Miguel Almeida, Ramiro Sequeira, Pedro Soares dos Santos, e Nuno de Freitas.
Antonoaldo Neves é o segundo CEO com maior visibilidade. As consequências da pandemia obrigaram o Estado a entrar no capital da TAP e a tomar as rédeas da empresa ditando o seu afastamento. Apesar de estar a conseguir diminuir o prejuízo da transportadora, várias polémicas fizeram Antonoaldo sair pela porta dos fundos. Apresenta, por isso, a favorabilidade mais baixa deste TOP 10 (42,8).
Ramiro Sequeira assumiu provisoriamente as rédeas da TAP até que o Governo encontrasse alguém para o cargo. Com a saída de Antonoaldo Neves, Ramiro Sequeira teve como principal missão a apresentação de um plano de reestruturação da empresa, para que esta possa sobreviver com as ajudas vindas da UE. Ocupa a segunda posição no ranking com uma
favorabilidade de 67,5.
Alexandre Fonseca não é dos CEO com maior visibilidade nos media, mas consegue ter a Favorabilidade mais positiva deste TOP 10 (67,9). Em tempo de pandemia, o setor das telecomunicações mostrou-se imprescindível para manter a economia a funcionar e a visão do futuro deste CEO faz dele um dos CEO com imagem mediática muito positiva.
Pedro Soares dos Santos é o CEO com menor exposição mediática ao registar o menor volume de artigos nos media, mas ocupa a terceira posição no ranking de favorabilidade, com avaliação muito positiva (64,2). Tem uma aposta clara no
investimento.
Nuno de Freitas é o CEO com a segunda menor exposição mediática. No entanto, em termos de favorabilidade consegue figurar no meio da tabela (61,1) entrando num registo muito positivo. O foco de Nuno de Freitas é investir em material
circulante e melhorar o serviço prestado pela empresa.
João Bento ocupa a terceira posição em termos de exposição mediática e consegue figurar no meio da tabela de favorabilidade (63,6) entrando num registo muito positivo. João Bento está focado na diversificação do negócio e na modernização da rede postal.



