“Ou celebramos o Natal com bom senso, maturidade cívica e justa contenção, ou janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia, de efeitos imprevisíveis no tempo e na dureza dos sacrifícios e restrições a impor”: esta é uma parte da mensagem que Marcelo Rebelo de Sousa deixou na página oficial da Presidência da República, uma vez que, conforme revelara, não vai dirigir-se ao país numa fase em que já anunciou a recandidatura ao cargo.
Na nota, o chefe de Estado preocupa-se em deixar avisos para que as celebrações natalícias não se transformem em agravamento da situação pandémica. “Só o cumprimento desse contrato de confiança poderá evitar o que nenhum de nós deseja: mais casos, mais insuportável pressão nos internados e nos cuidados intensivos e mais mortos”, sublinha.
Marcelo Rebelo de Sousa esclarece que o contrato de confiança a que se refere “não é entre nós e o Estado, o Presidente da República, a Assembleia da República ou o Governo, mas entre nós e todos os outros nossos compatriotas, que sofrerão na vida, na saúde, no desemprego, nos rendimentos, por causa do que tivermos feito ou deixado de fazer neste Natal”.
E recomenda que “não haja ilusões. Não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro – os que tiverem recebido a segunda dose a partir de 27 de janeiro –, e, muito menos haverá, nem em janeiro, nem nos meses imediatos, os milhões de vacinados necessários para assegurar uma ampla imunização que trave a pandemia”.














