Marcelo assinala “elo inquebrantável” entre Eanes e os portugueses que “dá força à democracia”

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que a relação dos portugueses com o antigo Presidente da República Ramalho Eanes nos últimos 50 anos criou “um elo inquebrantável” que reforça a democracia e “dá força a Portugal”.

Executive Digest com Lusa

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que a relação dos portugueses com o antigo Presidente da República Ramalho Eanes nos últimos 50 anos criou “um elo inquebrantável” que reforça a democracia e “dá força a Portugal”.

A posição é assumida por Marcelo Rebelo de Sousa no prefácio de um livro que reproduz uma entrevista televisiva do ex-Presidente Ramalho Eanes, da autoria da jornalista da RTP Fátima Campos Ferreira, quando já passaram 50 anos da Revolução dos Cravos.

Apesar do elogio à “impressiva qualidade jornalística” do trabalho desenvolvido por Fátima Campos Ferreira, Marcelo adverte logo no início do seu prefácio: “O Homem, O Chefe Militar e o Estadista não cabem mesmo na mais cuidadosa, extensiva e envolvente entrevista televisiva”.

O atual chefe de Estado justifica a afirmação com a “própria natureza da entrevista televisiva”, mas também com os “limites temporais que comporta” e pelo “conteúdo abordável, sempre aquém do que poderia ser pensado, conjeturado ou esperado”.

Marcelo defende que os portugueses “nunca separaram e nunca separarão” o que votam a António Ramalho Eanes e à sua mulher, Manuela, designadamente quanto à certeza de que, nos últimos 50 anos, essas “duas personalidades tutelares os acompanham”.

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“Desse sentimento, tão simples, mas tão profundo, nasce um elo inquebrantável, que dá força à nossa Democracia, e, mais do que isso, dá força a Portugal”, salienta.

O Presidente da República considera que “seria impensável” deixar passar 50 anos do 25 de Abril sem ouvir Eanes, um homem com um percurso “longo, diversificado, elucidativo e inspirador” de um homem que reunia à sua vida castrense, à vivência da Revolução a “experiência exclusiva do Chefe de Estado nos dez essenciais primeiros anos” do caminho para a democracia.

O livro, de 230 páginas e com a chancela da Porto Editora, junta a entrevista concedida há dois anos com fotografias do ex-Presidente em momentos tão distintos como a lidar com a sua coleção de relógios de bolso, a cavalo com os filhos na Arrábida, no dia do seu casamento ou no tejadilho de um carro em plena campanha eleitoral das presidenciais de 1976.

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Ramalho Eanes foi Presidente da República entre 1976 e 1986, comandou as operações militares do 25 de Novembro de 1975, presidiu a administração da RTP entre setembro de 1974 e março de 1975, após uma longa carreira militar com comissões de serviço em Goa, Macau, Moçambique, Guiné e Angola.

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