Exames: Livre diz que ministro deve assumir responsabilidades

O porta-voz do Livre Jorge Pinto instou hoje o ministro da Educação a assumir as responsabilidades na questão dos exames do ensino secundário, recordando que o ministro disse estar disponível para o fazer.

Executive Digest com Lusa

O porta-voz do Livre Jorge Pinto instou hoje o ministro da Educação a assumir as responsabilidades na questão dos exames do ensino secundário, recordando que o ministro disse estar disponível para o fazer.

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“Não tendo cumprido com os objetivos de ter todas as notas publicadas na sexta-feira, ter criado uma situação de desigualdade entre alunos, parece-nos essencial que o senhor ministro perceba que falhou e que assuma as suas responsabilidades”, disse Jorge Pinto numa mensagem à margem do Rasga, um evento do Livre para jovens, com debates e eventos culturais, realizado nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria.


Na sexta-feira, em entrevista à SIC, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou estar de consciência tranquila quanto ao processo e acrescentou: “Mas, obviamente, teremos um processo de auditoria e eu estarei sempre disponível para assumir as minhas responsabilidades.”


Jorge Pinto ironizou afirmando que o ministro disse que tiraria responsabilidades, mas na verdade parece ter dito foi que “atiraria” responsabilidades, porque culpou dos “agrafos” ao EduQa.


Além disso, criticou o deputado, o governante referiu-se aos diretores de escolas de forma “bastante ameaçadora” e “num tom persecutório”.

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Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.


   Os encarregados de educação e os alunos só tiveram acesso às classificações a partir de sexta-feira à noite.


Também há um atraso na divulgação dos resultados das provas do 9.º ano, obrigatórias para concluir o 3.º ciclo, que decorreram há um mês e, pela primeira vez este ano, foram realizadas em formato digital.


No sábado, a Provedoria de Justiça pediu ao Ministério da Educação um “ponto de situação” sobre a publicação das notas dos exames nacionais e as “medidas pensadas” para a segunda fase, que arranca na segunda-feira.


   Em comunicado, a instituição salientou que as “circunstâncias e o contexto” que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”, em particular por parte das famílias dos alunos.

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