O ano de 2025 registou uma ligeira melhoria na dinâmica empresarial em Portugal, com o número de insolvências a diminuir 2% face a 2024, enquanto a constituição de novas empresas aumentou 5%, segundo dados da Crédito y Caución.
Ao longo de 2025, foram registadas 3.640 empresas insolventes, menos 71 do que no ano anterior. Apesar de dezembro ter apresentado um ligeiro aumento de 0,3% nas insolvências em relação ao mesmo mês de 2024, o total acumulado do ano reflete uma redução global.

Por tipologia, verificou-se um aumento de 3,4% nas declarações de insolvência voluntárias, apresentadas pelas próprias empresas, correspondendo a mais 29 entidades. Por outro lado, as insolvências requeridas por terceiros diminuíram 2% e os encerramentos com plano de insolvência caíram 11%, com menos seis empresas afetadas. O número de empresas efetivamente declaradas insolventes totalizou 2.014, menos 80 do que em 2024.
Geograficamente, os distritos do Porto e de Lisboa concentraram a maioria das insolvências, com 882 empresas insolventes no Porto (menos 1,9%) e 876 em Lisboa (mais 4,4%). Os maiores aumentos registaram-se nos distritos da Horta (50%), Castelo Branco (24%), Leiria (18%) e Faro (13%), enquanto as maiores quedas ocorreram em Beja (50%), Ponta Delgada (28%), Viseu (24%) e Évora (21%).
Por setores, os aumentos mais expressivos nas insolvências verificaram-se nas Telecomunicações (125%), Agricultura, Caça e Pesca (39%) e Transportes (28%). Em sentido inverso, o setor da Eletricidade, Gás e Água registou a maior redução (-36%), seguido da Indústria Transformadora (-12%).
Criação de empresas cresce em quase todos os distritos
A constituição de novas empresas atingiu 52.617 em 2025, mais 2.448 face a 2024, representando um crescimento de 5%. Lisboa liderou com 16.360 novas empresas (+3,9%), seguida do Porto com 9.101 (+6,5%).

Entre os distritos com maior crescimento destacam-se Viseu (19%), Ponta Delgada (14%), Leiria (13%), Vila Real (13%), Bragança (12%) e Santarém (11%), enquanto a Horta registou a maior diminuição (-15%).
Em termos de setores económicos, Agricultura, Caça e Pesca e Construção e Obras Públicas lideraram a criação de empresas, ambos com crescimento de 20%. Os setores dos Transportes e das Telecomunicações registaram as maiores quedas, com -21% em ambos.
O cenário global sugere um ano positivo para a economia portuguesa, com uma tendência de consolidação empresarial e reforço da criação de novas empresas, apesar de algumas flutuações regionais e setoriais.














