As obras para a criação da linha circular do Metropolitano de Lisboa ainda nem arrancaram e já correm o risco de voltar à estaca zero. Dos sete consórcios a concurso, só a Mota Engil e a Teixeira Duarte entregaram propostas para o lote 2 (Santos ao Cais do Sodré) e ultrapassam o preço base definido, segundo um comunicado do Metro de Lisboa, divulgado esta sexta-feira.
Para este lote, o consórcio da Mota-Engil (que inclui a francesa Spie Batignoles) propõe um preço de 87,5 milhões de euros, enquanto o preço proposto pela Teixeira Duarte é de 110 milhões de euros. Contudo, «nos termos da legislação aplicável do Código dos Contratos Públicos – CCP, esta circunstância determina, obrigatoriamente, a exclusão de ambas as propostas», lê-se na mesma nota.
Como tal, o júri elaborou o relatório preliminar de análise e avaliação das propostas apresentadas para o lote 2, «o qual se encontra em fase de audiência prévia de interessados». Caso se confirme a exclusão das duas propostas apresentadas, o Metro de Lisboa admite lançar «oportunamente» um novo concurso para a adjudicação da empreitada que pretende ligar o Rato ao Cais do Sodré.
Para o lote 1 (que ligará o Rato a Santos), a Mota-Engil apresentou uma proposta com um valor de execução 49,631 milhões de euros. O da espanhola Acciona com a Casais vai aos 47,690 milhões de euros e o da Teixeira Duarte (com Alves Ribeiro, HCI e Tecnovia) 77 milhões de euros. Já a Zagope propôs uma solução no valor de 48,624 milhões de euros, refere o Metro de Lisboa em comunicado.













