Legislativas: PSD e CDS avançam mesmo com coligação pré-eleitoral

Pelo menos dois lugares elegíveis no Parlamento estão garantidos para os centristas (um por Lisboa e outro pelo Porto), mas poderão chegar a quatro.

Pedro Gonçalves

Está desfeita a dúvida. PSD e CDS-PP vão mesmo avançar com a formação de uma coligação pré-eleitoral, na corrida às eleições legislativas de 10 de março.

O anúncio oficial foi feito esta quinta-feira depois de algumas semanas de incerteza sobre se os sociais-democratas e os centristas se iam juntar.



O acordo firmado esta tarde prevê também uma coligação tendo em vista as eleições europeias.

“Os presidentes do Partido Social Democrata e do CDS-Partido Popular acordaram hoje propor aos órgãos nacionais dos respetivos partidos a celebração de um acordo político para a formação da Aliança Democrática, uma coligação pré-eleitoral com o horizonte do atual ciclo político, abrangendo as eleições legislativas e europeias de 2024”, refere um comunicado conjunto dos dois partidos.

Na nota à imprensa, intitulado “Constituição da Aliança Democrática”, refere-se que este acordo está “em sintonia com os compromissos regionais para as eleições nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores de 2023 e 2024, respetivamente, e com os entendimentos de base local para as eleições autárquicas de 2025”.

“A Aliança Democrática é composta pelos dois partidos, PPD/PSD e CDS-PP, e um conjunto de personalidades independentes”, refere-se.

Ainda antes, esta quarta-feira, em entrevista à CMTV, Luís Montenegro admitiu a possibilidade de coligação, agora confirmada.

O CDS, segundo o que já foi discutido, deverá ter garantidos dois lugares de deputados elegíveis (por Lisboa e Porto), mas a possibilidade de vir a conquistar até quatro mandatos.

Esta Aliança Democrática atualizada irá incluir também independentes, e com o PSD a querer ‘aproveitar’ os rostos do CDS. Os sociais-democratas planeiam ainda fazer uma conferência aberta antes do ato eleitoral.

O acordo já é tido como certo, depois de a Iniciativa Liberal ter recusado integrar uma coligação pré-eleitoral, mudando os planos do PSD, que agora aposta numa coligação com o antigo parceiro de Governo e outras personalidades independentes, algumas que até poderão vir da área socialista.

O CDS queria pelo menos três lugares elegíveis, mas o PSD contrapôs com dois mandatos certos, quatro no caso de os resultados das legislativas serem favoráveis à coligação.

Recorde-se que o CDS-PP está fora do Parlamento desde janeiro de 2022, com o partido a lutar pela sobrevivência. A direção acredita na eleição de dois ou três deputados, através de listas próprias, mas uma coligação com o PSD tornaria mais seguro que os centristas encetassem de facto um regresso à Assembleia da República.

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