Recordando os ‘feitos’ alcançados nos últimos cinco anos, enquanto membro da equipa de Mário Centeno, como ter atingido “o primeiro excedente orçamental em democracia, num quadro de criação de emprego e de recuperação do rendimento das famílias”, João Leão, o novo ministro das Finanças assegurou que vai continuar “com o mesmo espírito de compromisso e de responsabilidade para com os portugueses, que sempre tivemos desde 2015”.
Na tomada de posse, na manhã desta segunda-feira, o novo ministro das Finanças assumiu o compromisso de, ultrapassada a pandemia, “vamos conseguir voltar a colocar Portugal no caminho do crescimento da economia e do emprego, da confiança e da sustentabilidade”.
Atendendo às circunstâncias em que assume a pasta, com o país a enfrentar uma crise devido à pandemia do novo coronavírus, o que poderá ser visto “como o passar da batata quente”, João Leão reiterou a “honra de poder servir o país, ainda para mais num momento de grande exigência”, assegurando que se trata até “de um sentido de dever”.
Em seu entender, o país enfrenta agora novos desafios é o maior é o de conseguir estabilizar em termos económicos, no apoio às empresas, quer em termos sociais, na proteção ao rendimento das famílias.
Quanto à gestão do país, Leão deu ainda nota de que só poderá ser feito com “rigor e responsabilidade”.
Estas mudanças, que constituem a primeira remodelação do XXII Governo Constitucional, foram oficializadas numa “cerimónia restrita” no Palácio de Belém, em Lisboa, “sem outros convidados, dadas as atuais regras de saúde pública” devido à pandemia de covid-19, tal como já havia sido anunciado pela Presidência da República.
Sobre a entrada em funções da nova equipa das Finanças, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou tratar-se de uma “transição tranquila” e o “melhor sinal” de que os planos do Governo para a estabilização e recuperação da economia nacional se vão concretizar.
Costa deu ainda nota de que esta tomada de posse acontece numa semana “muito importante” em termos europeus, com a Comissão a aprovar o seu plano de recuperação económica, numa discussão onde “Portugal quer ter uma palavra a dizer”, salientou Costa.
Nesta recomposição, que não altera a dimensão do Governo, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, é promovido a Adjunto do novo ministro e também tomará posse desse novo cargo.



