Irão: Seguro diz compreender dificuldades dos agricultores com bloqueio de Ormuz

O Presidente da República, António José Seguro, disse hoje compreender as dificuldades dos agricultores, agora acrescidas com a guerra no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz, que, considerou, “nunca devia ter fechado”.

Executive Digest com Lusa

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***



Beja, 02 mai 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, disse hoje compreender as dificuldades dos agricultores, agora acrescidas com a guerra no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz, que, considerou, “nunca devia ter fechado”.


De visita à feira agropecuária Ovibeja, o chefe de Estado saudou os agricultores, frisando compreender “bem as suas dificuldades”, que agora “também são acrescidas, fruto de uma guerra e de um estreito de Ormuz que nunca devia ter fechado”.


“Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes para que, depois, isso não tenha que se refletir nos produtos alimentares. E, muitas vezes, as bolsas de muitos portugueses não conseguem acompanhar o aumento da carestia do preço desses alimentos”, afirmou.


O estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, entre outros produtos, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irão e pelos Estados Unidos, devido à guerra no Médio Oriente.

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Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, no final da visita ao certame de Beja, Seguro afirmou que os “agricultores são empresários com duplo risco”, porque enfrentam “o risco de empreender” e o de “ficar dependente do que a natureza lhes dá”.


“Umas vezes dá-nos coisas boas, outras vezes, infelizmente, dá-nos muitas más notícias e, ao contrário de outras atividades económicas, os seguros não funcionam como funcionam noutros setores da nossa economia”, salientou.


O Presidente da República reiterou que o setor, em que “se precisava de cobrir mais o risco”, devido à incerteza da atividade, “é onde precisamente não há condições para cobrir esse risco como os agricultores merecem”.

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SM/RRL // ROC

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