Irão: ONU condena ataques e lembra ser preciso proteger os civis

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respetiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado.

Executive Digest com Lusa

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respetiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado.

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“As bombas e os mísseis não são a forma de resolver as diferenças, apenas causam morte, destruição e sofrimento humano”, alertou Volker Türk numa mensagem publicada nas redes sociais.


O responsável das Nações Unidas pelos direitos humanos pediu moderação para evitar mais danos à população e implorou a todas as partes para que “ajam com bom senso, reduzam a tensão e regressem à mesa das negociações, onde, poucas horas antes, procuravam ativamente uma solução” para a questão do programa nuclear iraniano.


“Esta é a única forma de resolver as profundas diferenças existentes, de forma duradoura”, sublinhou o alto-comissário.


Caso contrário, alertou, corre-se o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes de civis sem sentido e a destruição a uma escala potencialmente inimaginável, não só no Irão, mas em toda a região do Médio Oriente”.

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Türk lembrou ainda que o Direito internacional considera que a proteção de civis em conflitos armados deve ser prioritária.


“Todos os atores envolvidos devem garantir o cumprimento destas normas, e a sua violação deve levar à responsabilização dos culpados”, sublinhou.


Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.


Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

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Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos já provocaram pelo menos 40 mortos e 48 feridos.


O Irão já respondeu, lançando mísseis sobre bases militares norte-americanas de vários países da região.


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