Incêndios: Governo pondera prolongar situação de alerta face ao risco persistente

O Governo português está a considerar prolongar a situação de alerta devido ao elevado risco de incêndios, motivado pela persistência do tempo quente, anunciaram fontes oficiais esta terça-feira.

Pedro Gonçalves
Agosto 12, 2025
14:10

O Governo português está a considerar prolongar a situação de alerta devido ao elevado risco de incêndios, motivado pela persistência do tempo quente, anunciaram fontes oficiais esta terça-feira. Contactado pela TSF, o Ministério da Administração Interna revelou que a ministra Maria Lúcia Amaral vai manter contactos com as autoridades locais para decidir sobre esta possível extensão do estado de alerta, medida que visa assegurar uma resposta eficaz perante a atual situação de incêndios em várias regiões do país.

Esta admissão surge num contexto em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também destacou a responsabilidade do Executivo na decisão sobre a prorrogação do alerta. Em declarações junto à praia de Monte Gordo, no Algarve, onde se encontra a gozar férias, o chefe de Estado frisou que “compete ao Governo, nomeadamente à senhora ministra da Administração Interna, prolongar ou não mais um bocadinho esta situação de alerta que terminava antes do fim da semana”.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda ter tido uma conversa telefónica com o secretário de Estado da Administração Interna, que se mostrou “relativamente otimista” quanto à evolução dos fogos. “Disse-me que está convencido que, na Covilhã, está a haver uma evolução favorável. Vai concentrar meios ainda, mais, nas frentes que ainda levantam alguma preocupação, nomeadamente em Vila Real. Depois havia o caso de Tabuaço e os casos pontuais e está convencido de que a temperatura melhora e a humidade sobe, dizem os especialistas, a partir de amanhã”, revelou o Presidente, destacando a importância de uma melhoria nas condições meteorológicas para a contenção dos incêndios.

O chefe de Estado sublinhou a gravidade das “condições atmosféricas” adversas que têm persistido e que considera “constantes e muito raras”. A situação é acompanhada de perto pelas autoridades, dado que o impacto dos fogos continua a mobilizar muitos recursos humanos e materiais.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 12h00 desta terça-feira, permaneciam ativos incêndios significativos, nomeadamente os de Trancoso, Quintã e Vila Cova, bem como o de Tabuaço, que exigiam a intervenção de mais de 1300 bombeiros e 17 meios aéreos. O fogo que arde na serra do Alvão, em Vila Real, mantém-se ativo há 11 dias, tendo iniciado na noite de 2 de agosto. Este incêndio já tinha sido dado como concluído, mas sofreu duas reativações de grande intensidade no sábado e na segunda-feira à tarde, que levaram as chamas a aproximar-se das aldeias de Cravelas, Outeiro e Testeira.

Por outro lado, o fogo que deflagrou no domingo em Sobral de São Miguel, no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, entrou esta terça-feira em fase de resolução, segundo informação oficial da ANEPC.

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