Acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que esse «nem sequer é um crime», avança a “CNN”.
Os democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentaram ontem duas acusações formais contra Donald Trump. Em resposta, o líder da Casa Branca atirou: «Este é, de longe, o impeachment mais leve da história do nosso país. Nem se parece com um».
Esta é a quarta vez em 230 anos que o Congresso chega perto de acusar e julgar um Presidente dos Estados Unidos. Até agora, só três presidentes americanos haviam sido alvo de impeachment: Andrew Johnson em 1868, por ter destituído o secretário da Guerra à revelia do Senado; Richard Nixon em 1974, por espionagem; e Bill Clinton em 1999, por ter mentido sobre a relação sexual com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Johnson e Clinton acabaram ilibados e Nixon demitiu-se antes mesmo do início do processo.
Segundo a imprensa americana, a votação para a destituição presidencial na comissão de Justiça da câmara baixa do Congresso deverá realizar-se ainda esta semana, uma vez que até 20 de Dezembro a Câmara dos Representantes terá de votar um projecto de lei relativo aos gastos da Administração. Só depois é que poderá voltar ao processo de impeachment e quais os artigos a votar. O impeachment só resultará na saída de Trump se for votado favoravelmente por dois terços dos senadores que, até ao momento, têm mantido apoio ao Presidente norte-americano.
A origem do impeachment
Em causa está um telefonema, em Julho passado, entre Trump e o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenskii, a quem o republicano terá pedido ajuda para prejudicar Joe Biden, que foi vice-presidente na Administração de Obama e é um dos favoritos à nomeação democrata para as presidenciais de 2020. Esta conversa deu início a um processo de impugnação de Donald Trump, anunciado a 24 de Setembro pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.














