“Grave problema num momento crítico”: Nova gestão do SIRESP é de “elevado risco”, avisam militares

O plano do Governo para mudar a gestão do Sistema Integrado de Redes de Emergência de Portugal (SIRESP) continua aparentemente ‘congelado, sem que se conheçam estudos, vantagens ou recursos do projeto, sabendo-se desde meados do mês passado que a empresa SIRESP, S.A., a operadora da rede estatal, será extinta e depois as verbas que lhe estavam destinadas passariam a ser integradas na “Secretaria-geral (SG) do Ministério da Administração Interna (MAI)”.

Revista de Imprensa

O plano do Governo para mudar a gestão do Sistema Integrado de Redes de Emergência de Portugal (SIRESP) continua aparentemente ‘congelado, sem que se conheçam estudos, vantagens ou recursos do projeto, sabendo-se desde meados do mês passado que a empresa SIRESP, S.A., a operadora da rede estatal, será extinta e depois as verbas que lhe estavam destinadas passariam a ser integradas na “Secretaria-geral (SG) do Ministério da Administração Interna (MAI)”.

O anúncio feito pelo ministro da Administração Interna José Luís Carneiro, assinala o Diário de Notícias, e ao contrário do que determinavam anteriores diplomas do Governo, surpreendeu todos os que têm estado envolvidos no processo desde o seu anúncio, há mais de um ano e meio.



A criação de uma entidade da administração indireta do Estado / Instituto Público das Tecnologias de Informações e Comunicações do MAI, recorde-se, devia ter sido concluída em dezembro de 2022 mas acabou adiada.

Militares próximos do processo relatam ao mesmo jornal alguma preocupação com os desenvolvimentos e mudanças. “Uma estrutura destas na SG-MAI, como uma unidade de missão, é considerada de natureza temporária, não tem quadro próprio de pessoal e não dispõe de qualquer autonomia, ficando limitada em termos de flexibilidade e de coordenação administrativa”, indica uma fonte.

Já outra diz que os quadros militares podem não querer passar da SIRESP para a Secretária-Geral do MAI, o que seria “um grave problema num momento crítico”. “É de muito elevado risco. Difícil de entender como um serviço crítico pode ser considerado passível de ser assegurado por uma estrutura de natureza temporária e sem recursos próprios”, termina.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.