Governo quer uma administração pública «flexível» e que não faça «sempre a mesma coisa»

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública gostava que houvesse uma maior «flexibilidade» por parte dos funcionários do Estado, permitindo que não fizessem «sempre a mesma coisa».

Revista de Imprensa

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, gostava que houvesse uma maior «flexibilidade» por parte dos funcionários do Estado, permitindo que não fizessem «sempre a mesma coisa», avança a ‘TSF’.

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A responsável admitiu, em declarações à estação de rádio, que a administração pública deve ser flexível para fazer face aos desafios apresentados. «As competências emergentes são aquelas que permitem dar à administração pública a flexibilidade que ela tem de ter para responder às mudanças que a sociedade lhe impõe», disse.

«Um trabalhador da administração pública não pode fazer sempre a mesma coisa; hoje é urgente fazer uma coisa e amanhã é urgente fazer outra. Esta flexibilidade é o que em cada momento for preciso fazer, e nada como o que se está a passar neste ano nos mostrou o quão necessário é, de repente, mandar para casa alunos, mandar para casa trabalhadores, tirar cartões de cidadão online», afirmou Alexandra Leitão, citada pela ‘TSF’.

Para a ministra, os funcionários públicos devem adaptar-se a novas realidades como a que a pandemia da Covid-10 desencadeou, sendo «esta a grande mensagem que temos de passar», defendeu, reconhecendo contudo que administração pública está envelhecida, o que dificulta o processo de adaptação.

«É verdade que pessoas com mais idade ou mais cansadas poderão ter mais dificuldade, mas também é verdade que muitas vezes é injusto dizer que não têm essa capacidade e até esse gosto», afirma Alexandra Leitão, referindo-se à implementação das novas tecnologias e da digitalização, tão necessários nos tempos que vivemos.

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Mas na ótica da ministra, a idade não deve ser um impedimento. «sem prejuízo no forte objetivo que temos de rejuvenescimento – no Programa de Estabilização, temos a regra do um para um no que toca aos técnicos superiores da administração pública -, acho que também é importante dizer que todos somos capazes de nos adaptar, assim tenhamos a capacitação e formação necessárias», concluiu.

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