O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, encontra-se hoje em Moscovo para uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, num encontro que surge num contexto de intensa atividade diplomática e de fortes críticas internacionais ao líder palestiniano.
Segundo avançou ontem o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, Abbas desloca-se à capital russa para conversações com Putin, num regresso a Moscovo depois da última reunião entre ambos, realizada a 9 de Maio de 2025, quando o líder da Autoridade Palestiniana elogiou o que classificou como o “apoio consistente” da Rússia à causa palestiniana, de acordo com a informação divulgada pela JNS.
A visita de hoje insere-se numa sequência de contactos internacionais de Mahmoud Abbas. Em Novembro, o presidente da Autoridade Palestiniana encontrou-se com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com o Papa Leão XIV, encontros que geraram reações políticas particularmente duras por parte de Israel.
Na sequência da reunião em Paris, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou publicamente Emmanuel Macron por ter descrito Abbas como um “príncipe da paz”. “Trazer uma pessoa destas, abraçá-la e dizer que é o príncipe da paz é o oposto da realidade — é falso”, afirmou Netanyahu na altura.
O chefe do Governo israelita foi mais longe nas críticas, acusando Abbas de promover a violência. “A realidade é que o líder palestiniano Abbas, que foi agora homenageado em Paris, paga a terroristas para matarem judeus”, declarou, acrescentando que “quanto mais judeus matam, mais recebem”.
Netanyahu sublinhou ainda que, ao longo dos 22 anos de liderança de Mahmoud Abbas — apesar de ter sido originalmente eleito para um mandato de quatro anos —, a Autoridade Palestiniana continuou a dar nomes de terroristas responsáveis por massacres a espaços públicos e a utilizar manuais escolares que apelam à destruição do Estado judaico.
O encontro de hoje entre Abbas e Putin é acompanhado com atenção pela comunidade internacional, num momento em que a Rússia mantém um posicionamento ativo no Médio Oriente e em que o papel político da Autoridade Palestiniana continua a ser alvo de forte contestação.














