A Fidelidade, como líder de mercado e tendo a Inovação como drive de actuação, foi a primeira seguradora a entrar no ecossistema do empreendedorismo em Portugal na área de Insurtech e foi, de alguma forma, impulsionadora dos diferentes players deste ecossistema – Incubadoras, aceleradoras, startups, mentores, núcleos de empreendedorismo das universidades, etc. «Acreditamos que os empreendedores são criadores de novas dinâmicas de trabalho e de uma nova economia, capaz de impulsionar as empresas e Portugal. E queremos aprender com quem pode fazer a diferença. Ao lado dos empreendedores, sabemos que podemos descobrir novas ideias, novos métodos de trabalho e aplicá-los no desempenho da nossa actividade, gerando uma energia renovadora e por consequência uma maior produtividade para a Fidelidade», diz à Executive Digest Sérgio Carvalho, director de marketing da Fidelidade.
Abrir as portas aos empreendedores e à inovação para crescer tem sido assim uma das prioridades da Fidelidade, nomeadamente com a criação e desenvolvimento do Protechting. É preciso alargar horizontes, pensar como alguns projectos podem contribuir para o desenvolvimento da actividade, da eficiência, do negócio. Com o Programa Protechting, em colaboração com a Luz Saúde e a Multicare, a Fidelidade tem estado também presente na área de Healthtech e, para além do Protechting, tem identificado e colaborado com Startups nacionais e internacionais que, trabalhando em conjunto com as equipas internas da Fidelidade, têm contribuído para desenvolver ferramentas / metodologias de trabalho novas e disruptivas, com o objectivo de melhorar a eficiência e produtividade.
Tanto no âmbito do Protechting como no de actuação das áreas de Inovação da Fidelidade tem havido um foco no contato com startups cada vez mais maduras ligadas à área de Insurtech através da implementação de pilotos que de alguma forma ajudam a acelerar a adopção de novas soluções tecnológicas na Fidelidade e a mitigar os riscos.
PROTECHTING
Este programa de aceleração para startups da Fosun e da Fidelidade, em parceria com a Beta-i, teve, desde o início, como propósito maior promover a aproximação e criação de relação com os jovens empreendedores, posicionando assim a Fidelidade neste ecossistema do empreendedorismo, onde nenhuma outra seguradora marcava ainda presença. Com a criação do Protechting pretendia-se fomentar a criação e desenvolvimento de ideias de negócios que poderiam vir a ser incorporadas nos negócios da Fosun e/ou Fidelidade ou serem entregues à sociedade como um produto inovador, contribuindo para uma estratégia de “Open Innovation”.
O Protecthing é assim um programa de Open Innovation composto por três fases principais: 1) identificação , 2) aceleração e 3) implementação de pilotos com as Start-ups. A segunda e a terceira edições do Protechting introduziram a área de Fintech ao programa que já contava com as áreas da Saúde e Seguros, tendo estas edições revelado um âmbito mais internacional e com um cariz mais robusto, atraindo startups com um maior nível de maturidade. Para além disso, o banco privado Alemão Hauck & Aufhäuser juntou-se também como parceiro a este programa que já contava com a parceria do Hospital da Luz Learning Health.
«O sucesso do programa Protechting é um grande motivo de orgulho para nós e o facto de termos realizado a final da 3ª edição no Protechting na Web Summit atesta a relevância que o programa tem ganho, não só no seio das empresas que o apoiam, mas também em todo o ecossistema de empreendorismo em Portugal e pelo mundo fora», afirma Sérgio Carvalho, director de Marketing da Fidelidade.
As várias edições do Protechting têm permitido assim incrementar fortemente a cultura de inovação na Fidelidade, com um envolvimento muito positivo de vários colaboradores da Fidelidade e de todos os parceiros do Protechting, o que tem catalisado as dinâmicas de trabalho na área da inovação. Outro ganho deste programa tem sido a oportunidade para antecipar tendências tecnológicas e de modelos de negócio disruptivos, o que contribui para o reforço da nossa posição competitiva nos mercados onde estamos inseridos.
O lançamento do Protechting 4.0 atingiu um record de 400 candidaturas oriundas de 53 países. Foram selecionadas 12 startups finalistas, que integraram a fase de aceleração desta edição do programa que pretendeu apoiar o desenvolvimento de projetos internacionais que contribuam para melhorar a proteção das pessoas em áreas estratégicas, como Healthtech, Insurtech, Fintech, mas com uma preocupação acrescida nas temáticas do desenvolvimento sustentável.
Para além de reforçar o âmbito global do projecto, através da continuação da parceria com o Centro de Incubação de Negócios para os Jovens de Macau e a presença em novas geografias originárias dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e do Perú, a última edição inovou assim ao adicionar a sustentabilidade no negócio como critério de selecção das startups candidatas ao programa, exigindo um compromisso em trabalhar no futuro com projectos que tenham um impacto mais sustentável para a sociedade.
Estas conquistas são resultado de uma conjugação de factores como a crescente notoriedade conquistada pelo programa Protechting e o afincado esforço de scouting internacional de startups durante a fase de candidaturas, junto de parceiros e em eventos de empreendedorismo na Europa, América do Sul, Africa e China.
«O balanço deste Programa é assim extremamente positivo já que permite a resposta a alguns dos desafios reais já identificados pela Fidelidade, mas também promove a visibilidade sobre outros desafios externos contribuindo para a aceleração da transformação e desenvolvimento de soluções inovadoras no Grupo Fidelidade. A última edição do Protechting que aconteceu em grande parte em ambiente pandémico decorreu de uma forma fluída, devido às formas e ferramentas de trabalho muito assentes no remoto e no digital que este ecossistema já utilizava mesmo antes da pandemia», destaca Sérgio Carvalho, director de Marketing da Fidelidade.
O Protechting pretende assim melhorar os seus projectos numa abordagem real ao mercado mundial, nas diferentes geografias onde a Fidelidade está presente, com base em casos, necessidades e desafios identificadas pela Fidelidade com o objectivo de superar as expectativas do cliente, por exemplo com novos paradigmas de relacionamento omnicanal baseados em novas tecnologias. Assim, também da óptica das Startups, o processo de Open Innovation e de colaboração com a Fidelidade, é um processo de colaboração Win-Win em que ambos podem beneficiar deste Programa. Sendo o Protechting um programa catalisador para a transformação digital e inovação permite aos empreendedores conhecerem e ajustarem -se à forma de trabalho de uma empresa corporate e desta forma aumentarem as suas competências e sua capacidade de atrair novos clientes.
ECOSSISTEMA
A edição de 2021/22 do Protechting seguirá três tracks independentes – Fintech, Insurtech e Healthtech – os quais serão acompanhados e implementados por diferentes empresas do Grupo Fidelidade, em diferentes cronogramas, mas com um objectivo comum: encontrar as start-ups que melhor respondem aos desafios identificados nestas três áreas.
«Na Fidelidade, por exemplo, realizámos pilotos com duas Startups: a “Visor.ai” que nasceu no Protechting e actua na área dos Chatbots e Inteligência Artificial e com a “Bdeo”, uma startup espanhola vencedora ligada à utilização do vídeo e videochamada para efeito de seguros. A Luz Saúde, por seu lado, investiu e estabeleceu parcerias com várias startups derivadas do Protechting. A “UpHill” que apareceu com um projecto de formação de médicos e divulgação de boas práticas; a “Ectosense” que desenvolve devices para combater a apneia do sono e ainda a “Skin Sole” que desenvolveu um sistema de detecção precoce do cancro da pele e o seu tratamento. Na área da Fintech destacamos a Coinscrapp», acrescenta Sérgio Carvalho, director de marketing da Fidelidade.
Com a globalização e a digitalização, o país de origem das startups passou a ser bastante menos relevante. O que é importante é a capacidade de aceder a um ecossistema que permita o acompanhamento e desenvolvimento das Startups. «O ecossistema de Empreendedorismo em Portugal está já relativamente maduro o que tem permitido o aparecimento e desenvolvimento de Startups Portuguesas que têm conseguido singrar e fazer grandes levantamentos de capital fora de Portugal tornando-se até algumas delas em Unicórnios», conclui Sérgio Carvalho, director de marketing da Fidelidade.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Empreendedorismo”, publicado na edição de Junho (n.º 183) da Executive Digest.














