Faturação dos ginásios regista quebras de 40% em 2020

Os ginásio em Portugal registaram uma faturação global de 175 milhões de euros, o que corresponde a um recuo de 40% face aos números de 2019. As perspetivas são de crescimento nos próximos dois anos.

Ana Sofia Ribeiro

A faturação dos ginásios em Portugal registou uma faturação de 175 milhões de euros, o que corresponde a um recuo de 40% face aos números de 2019.

Embora as previsões apontem para uma recuperação significativa este ano, o crescimento da faturação será limitado pelo prolongamento da crise sanitária nos primeiros meses do ano e pelo seu impacto negativo no emprego e nos rendimentos disponíveis das famílias, avança em comunicado Informa D&B, a empresa que, em Portugal e Espanha, lidera a oferta de informação e conhecimento sobre o tecido empresarial.



As perspetivas melhoram para 2022, num cenário de previsível imunidade por parte da maioria da população portuguesa e de eliminação das restrições sanitárias, prevendo a empresa uma aceleração do crescimento da faturação dos ginásios, embora o volume de negócios setorial fique ainda aquém do registado em 2019.

Mercado cada vez mais concentrado

Em 2020 existiam cerca de 1.025 ginásios em atividade em Portugal, cerca de menos 75 do que em 2019.  A redução da atividade decorrente das restrições sanitárias decretadas para enfrentar a pandemia de Covid-19 provocou esta quebra no número de estabelecimentos em atividade, após vários anos de crescimento sustentado.

Nos últimos anos há também registo de uma tendência de concentração empresarial, promovida pelo avanço das principais cadeias de ginásios, que aumentaram consideravelmente o seu peso no mercado.

Os cinco principais operadores do setor por volume de negócios detinham, em 2020, uma quota de mercado conjunta de 53%, enquanto a dos 10 principais atingiu os 62%.

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