O período de entrega da declaração de IRS já arrancou a 1 de abril e vai até 30 de junho. Este ano, muitos contribuintes podem enfrentar um reembolso inferior ao habitual ou, em alguns casos, nem ter reembolso algum. A principal razão? A alteração nas tabelas de retenção na fonte e a descida das taxas de IRS.
Em 2024, o Governo implementou uma redução nas taxas de IRS nos seis primeiros escalões, aplicáveis a rendimentos anuais até 39.791 euros. As tabelas de retenção na fonte foram atualizadas para refletir essa mudança, resultando em salários líquidos mais elevados ao longo do ano, uma vez que os contribuintes pagaram menos imposto mensalmente. No entanto, ao fazerem agora a entrega da declaração de IRS, podem descobrir que já não têm reembolso ou até terão de pagar imposto adicional, uma vez que a redução no pagamento mensal pode não ter sido suficiente para cobrir o imposto devido.
Outro fator importante são as deduções possíveis, que podem ajudar a reduzir o valor a pagar ou aumentar o reembolso. Despesas de saúde, educação, rendas e até serviços domésticos podem ser deduzidas, desde que respeitados certos limites e percentagens. Por exemplo, despesas de saúde têm uma dedução de 15%, até um máximo de 1.000 euros, e as de educação chegam aos 30%, com um limite de 800 euros.
Antes de submeter a declaração, é aconselhável analisar diferentes cenários para determinar qual é a opção mais vantajosa. Pode ser útil utilizar o simulador da DECO PROteste, irssimples.pt, para esclarecer dúvidas sobre a declaração a entregar e otimizar o seu reembolso ou reduzir o imposto a pagar.




