A evolução tecnológica no campo de batalha voltou a dar um salto significativo. Um sistema americano conseguiu, pela primeira vez, neutralizar drones controlados por fibra ótica – até agora considerados praticamente impossíveis de travar.
De acordo com o Euromaidan Press, a plataforma Leonidas VehicleKit, desenvolvida nos Estados Unidos pela empresa Epirus, conseguiu desativar um UAV controlado por fibra ótica através de radiação eletromagnética. Estes drones representam uma ameaça séria à logística militar, podendo operar a distâncias de até 50 quilómetros.
O ministro da Defesa Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, já tinha alertado para este risco. Estes dispositivos utilizam cabos finos e longos de fibra ótica que garantem uma ligação estável com o operador, tornando-os praticamente imunes aos sistemas tradicionais de guerra eletrónica.
Ao contrário dos drones convencionais, que dependem de sinais de rádio, estes modelos não podem ser bloqueados por interferência eletrónica, o que os tornava especialmente perigosos em contexto de combate.
Arma americana muda as regras do jogo
A novidade está na abordagem utilizada pelo sistema Leonidas. Em vez de tentar interferir com a comunicação entre o drone e o operador, esta tecnologia atua diretamente sobre os componentes eletrónicos do aparelho.
Através de pulsos de micro-ondas de alta potência, o sistema afeta elementos críticos como controladores de voo, sistemas de energia e processadores. O resultado é a falha total ou parcial do drone, mesmo que a ligação por fibra ótica permaneça intacta.
Este método representa uma mudança estratégica importante: deixa de ser necessário “cortar” a comunicação para neutralizar a ameaça – basta inutilizar o “cérebro” da máquina.
Resposta em segundos pode ser decisiva
Outro fator determinante é a rapidez de atuação. O efeito das armas de micro-ondas é praticamente instantâneo, algo crucial num cenário em que drones FPV voam a baixa altitude e atingem os seus alvos em poucos segundos.
Esta capacidade de resposta imediata não só permite neutralizar o ataque como também influencia o local da queda do drone, o que pode ser essencial para proteger infra-estruturas críticas, bases militares e zonas urbanas.
Um novo capítulo na guerra tecnológica
Este desenvolvimento marca a primeira utilização conhecida de armas eletromagnéticas contra drones de fibra ótica. Até agora considerados “intocáveis”, estes sistemas deixam de ter essa vantagem estratégica.
Segundo o Euromaidan Press, esta demonstração poderá alterar o equilíbrio no campo de batalha, abrindo caminho para novas soluções defensivas contra ameaças aéreas cada vez mais sofisticadas.













