EUA quebram mito dos drones “intocáveis” com nova arma que atua em segundos

Os drones que não podiam ser bloqueados já não são invencíveis. Uma nova arma dos Estados Unidos conseguiu desativar, em segundos, sistemas considerados imunes à guerra eletrónica tradicional.

Patrícia Moura Pinto

A evolução tecnológica no campo de batalha voltou a dar um salto significativo. Um sistema americano conseguiu, pela primeira vez, neutralizar drones controlados por fibra ótica – até agora considerados praticamente impossíveis de travar.

De acordo com o Euromaidan Press, a plataforma Leonidas VehicleKit, desenvolvida nos Estados Unidos pela empresa Epirus, conseguiu desativar um UAV controlado por fibra ótica através de radiação eletromagnética. Estes drones representam uma ameaça séria à logística militar, podendo operar a distâncias de até 50 quilómetros.

O ministro da Defesa Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, já tinha alertado para este risco. Estes dispositivos utilizam cabos finos e longos de fibra ótica que garantem uma ligação estável com o operador, tornando-os praticamente imunes aos sistemas tradicionais de guerra eletrónica.

Ao contrário dos drones convencionais, que dependem de sinais de rádio, estes modelos não podem ser bloqueados por interferência eletrónica, o que os tornava especialmente perigosos em contexto de combate.

Arma americana muda as regras do jogo

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A novidade está na abordagem utilizada pelo sistema Leonidas. Em vez de tentar interferir com a comunicação entre o drone e o operador, esta tecnologia atua diretamente sobre os componentes eletrónicos do aparelho.

Através de pulsos de micro-ondas de alta potência, o sistema afeta elementos críticos como controladores de voo, sistemas de energia e processadores. O resultado é a falha total ou parcial do drone, mesmo que a ligação por fibra ótica permaneça intacta.

Este método representa uma mudança estratégica importante: deixa de ser necessário “cortar” a comunicação para neutralizar a ameaça – basta inutilizar o “cérebro” da máquina.

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Resposta em segundos pode ser decisiva

Outro fator determinante é a rapidez de atuação. O efeito das armas de micro-ondas é praticamente instantâneo, algo crucial num cenário em que drones FPV voam a baixa altitude e atingem os seus alvos em poucos segundos.

Esta capacidade de resposta imediata não só permite neutralizar o ataque como também influencia o local da queda do drone, o que pode ser essencial para proteger infra-estruturas críticas, bases militares e zonas urbanas.

Um novo capítulo na guerra tecnológica

Este desenvolvimento marca a primeira utilização conhecida de armas eletromagnéticas contra drones de fibra ótica. Até agora considerados “intocáveis”, estes sistemas deixam de ter essa vantagem estratégica.

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Segundo o Euromaidan Press, esta demonstração poderá alterar o equilíbrio no campo de batalha, abrindo caminho para novas soluções defensivas contra ameaças aéreas cada vez mais sofisticadas.

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