Uma moradia situada em Covas da Cumieira, no concelho de Pombal, encontra-se em risco iminente de ruir depois de ter deslizado mais de 13 metros, acompanhando o colapso da estrada que passa em frente à habitação. A casa, onde Maria de Lurdes e Jorge Mota, de 72 e 73 anos, criaram os cinco filhos, apresenta danos estruturais graves, obrigando o casal a abandonar o imóvel e a procurar abrigo na residência de um dos filhos.
Segundo avançou o Correio da Manhã, o deslizamento provocou danos profundos na estrutura da habitação, deixando as paredes inclinadas e comprometendo a estabilidade do edifício. Em declarações ao CM, Sérgio Mota, um dos filhos do casal, descreveu o cenário dramático: “A casa está toda partida, as paredes inclinadas e muito danificadas”, acrescentando que os pais estão “desanimados”. O mesmo familiar sublinhou ainda o impacto emocional da perda, afirmando que “foi uma vida inteira a trabalhar e agora veem-se sem casa e a começar a vida do zero. Na rua não ficam, mas é triste”.
O fenómeno terá tido início com o colapso de um poço existente no terreno, que foi engolido pela terra. Cerca de uma semana depois começaram a surgir fissuras nas paredes da moradia e o portão deixou de abrir, sinais claros de instabilidade. A encosta continuou a ceder, empurrando não só a casa do casal, mas também uma outra habitação localizada mais abaixo — atualmente devoluta e que seria alvo de reconstrução por uma filha — além da própria estrada, agora completamente destruída. Entre as brechas abertas no alcatrão é visível o escoamento de água, indício da existência de linhas de água subterrâneas na zona. A vinha que circundava a moradia transformou-se em socalcos irregulares após o deslizamento.
Após o alerta, o casal ainda conseguiu retirar alguns bens pessoais e transferir os animais para outro local antes de as autoridades interditarem o acesso à área afetada. A habitação, de construção antiga, não estava abrangida por seguro, o que significa que a perda é total e sem possibilidade de compensação financeira.






