Ensaio Mazda MX-30: a eletricidade fez-lhe bem

Tal como no CX-30 a marca surpreende-me de novo, pela qualidade dos materiais e da construção, pelo design, pelos bancos confortáveis e com o necessário apoio e pela beleza da sua consola central, parte dela revestida a cortiça

Francisco Laranjeira

Por Jorge Farromba

“O novo Mazda MX-30 foi criado para satisfazer as necessidades diárias de famílias e indivíduos urbanos e ativos. Exterior moderno e elegante com um interior espaçoso, não só permite uma excelente manobrabilidade, como também lhe oferece a autonomia e versatilidade de que necessita para o seu dia a dia.”



Foi com esta premissa escrita pela Mazda que levantei o MX-30 sem sequer o admirar exteriormente, dado que estava no interior do espaço da marca e, sinceramente estava com pressa.

Admirei sim o interior. Primeira nota. Parece que só tem 2 portas mas afinal as duas posteriores são “suicidas” (abrem ao contrário) mas o grau de abertura das portas dianteiras (robustas) deve oscilar entre os 80 e 90 graus. Raro; o que permite uma entrada tanto para a frente como para trás mais fácil.

Tal como no CX-30 a marca surpreende-me de novo, pela qualidade dos materiais e da construção, pelo design, pelos bancos confortáveis e com o necessário apoio e pela beleza da sua consola central, parte dela revestida a cortiça. Nada fica a dever a propostas germânicas e, nem mesmo os plásticos são rijos. Sim, tem um ou dois, mas a maioria é mole ou forrada a pele ou numa espécie de “alcatifa” (proveniente de plásticos (garrafas de água). Muito, mas muito interessante e bem conseguido.

Outro capítulo interessante – a ergonomia e usabilidade. Tudo “cai” na nossa mão. Desde os comandos no volante até à bela consola central, onde mesmo o manípulo que regula as funcionalidades do écran central é simples e intuitivo. O MX30- tem também um terceiro monitor que controla o ar condicionado numa proposta muita atrativa.

Sobre as portas “suicida” nada como as testar. O acesso exige habituação e o passageiro da frente tem de abrir a porta dele para a traseira abrir. O espaço atrás não é muito folgado.

E, em estrada?

Foi mesmo somente em cidade, pelo que cumpri o objetivo “indivíduos urbanos e ativos”.

Encontrei o que a minha perceção tinha evidenciado. O MX-30 é muito intuitivo na condução, confortável mesmo em mau piso, robusto e eficiente a curvar. Para um veículo urbano curva bem e, mesmo na pouca estrada que fiz o comportamento foi bom.

Ah, falta dizer que é elétrico! E o que dizer? Bom, tem uma autonomia registada para 243 km, o que me permitiu efetuar perto de 200km, sendo que a marca o define como urbano e, assim sendo chega perfeitamente para uma semana de utilização. Responde bem e é rápido com este motor de 105 kW e 145 CV.

Em termos de preço e com a campanha de financiamento a decorrer o novo Mazda Mx-30 Advantage tem o preço chave na mão de 25.990€, sendo que a composição dos interiores cabe ao cliente a escolha, sem custo entre estofos Modern Confidence ou Vintage Leatherette.

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