Editoras afetadas pelos custos de energia e preços do papel

Os principais grupos editoriais estão a ser afetados pela escassez do papel e pelo custo da eletricidade. Apesar de já se terem prevenido para os próximos meses, as dificuldades nas cadeias de abastecimento a nível mundial têm causado preocupação no setor.

Revista de Imprensa

Os principais grupos editoriais estão a ser afetados pela escassez do papel e pelo custo da eletricidade. Apesar de já se terem prevenido para os próximos meses, as dificuldades nas cadeias de abastecimento a nível mundial têm causado preocupação no setor.

De acordo com o ‘Público’, não se prevê uma redução de lançamentos de livros ou redução de tiragens neste período, no entanto, se os problemas com as cadeias de abastecimento e preço de energia subsistirem, os preços poderão aumentar brevemente.



“Os stocks para o Natal já estavam definidos e também não antevemos que possa haver alguma disrupção no primeiro trimestre de 2022, mas a partir daí já é complicado estar a fazer cenários”, diz Pedro Sobral, do grupo Leya, ao ‘Público’.

À mesma fonte, José Manuel Lopes de Castro, presidente da Apigraf – Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel, revelou que a atual conjuntura se vai traduzir num aumento dos preços para os consumidores. O mesmo revela que não é só o preços do papel, mas também das chapas usadas para impressão às colas, tintas ou vernizes.

Paulo Gonçalves, do grupo Porto Editora, admite ao ‘Público’ as “dificuldades com os prazos de entrega cada vez mais alargados, por causa dos problemas mundiais nos transportes”, e com o “aumento do preço das matérias-primas”.

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