Drone russo entra no espaço aéreo da Roménia e ativa alerta da NATO

Os alertas à população foram emitidos cerca das 8h45 (hora local)

Francisco Laranjeira
Fevereiro 27, 2026
17:08

A Roménia voltou a emitir alertas à população após um novo aumento de incidentes com drones militares russos nas proximidades da fronteira com a Ucrânia. Um dos aparelhos entrou brevemente no espaço aéreo romeno, a norte da cidade de Sulina, elevando o nível de vigilância num país que integra a NATO e a União Europeia.

De acordo com a ‘Europa Press’, o Ministério da Defesa romeno informou que, durante um “novo ataque russo contra portos ucranianos no Danúbio”, os sistemas de radar detetaram um drone a deslocar-se em espaço aéreo ucraniano na direção da cidade romena de Tulcea.



Drones junto à fronteira

Os alertas à população foram emitidos cerca das 8h45 (hora local). Pouco depois, as forças ucranianas abateram o aparelho. Ainda assim, a situação levou ao destacamento de dois caças F-16 da Força Aérea romena, baseados em Fetesti, que ficaram encarregues de monitorizar a área.

Na véspera, os radares já tinham detetado vários drones a curta distância da fronteira. Segundo a ‘Europa Press’, o primeiro não chegou a entrar no espaço aéreo romeno, mas o segundo atravessou brevemente a fronteira aérea, o que motivou o envio de dois caças Eurofighter — um alemão e outro espanhol — estacionados na Base Aérea Mihail Kogălniceanu, no âmbito da missão de policiamento aéreo da NATO.

Fronteira sensível

A Roménia partilha cerca de 650 quilómetros de fronteira terrestre com a Ucrânia, incluindo zonas ao longo do Danúbio que têm sido alvo frequente de ataques russos contra infraestruturas portuárias ucranianas.

Não é a primeira vez que drones russos entram ou caem em território romeno, muitas vezes após serem intercetados pelas defesas aéreas ucranianas. Estes episódios têm reforçado a preocupação de Bucareste quanto ao risco de incidentes involuntários num Estado-membro da NATO.

As autoridades romenas mantêm a vigilância reforçada na região, sublinhando que continuam a acompanhar a situação em estreita coordenação com os aliados.

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