Voltar de férias com fotografias, lembranças e histórias para contar é o cenário habitual. Mas, para um turista americano, o regresso de uma viagem de três semanas à Europa trouxe uma surpresa difícil de imaginar: uma fatura de telemóvel no valor de 143.442 dólares (cerca de 132.000 euros), resultado de encargos de roaming.
A história foi revelada pelo ‘Unilad Tech’, que relata o caso de Rene Remund, de 71 anos, residente na Flórida. Antes de viajar para a Suíça com a mulher, o turista deslocou-se a uma loja da T-Mobile para confirmar que o seu plano funcionaria no estrangeiro. Segundo explicou, foi informado de que estaria “coberto”.
Durante a estadia, o casal utilizou o telemóvel para atividades comuns: fotografias, mensagens, navegação online e redes sociais. No total, foram consumidos 9,5 GB de dados móveis em roaming. O valor associado a essa utilização traduziu-se numa conta superior a 143 mil dólares.
Remund afirmou que inicialmente pensou tratar-se de um erro. No entanto, após contacto com a operadora, foi informado de que o montante era legítimo. A situação levou o turista a recorrer a aconselhamento jurídico e a enviar notificações formais à empresa.
Só depois de o caso ganhar visibilidade mediática é que a T-Mobile decidiu anular a cobrança. A operadora sublinhou posteriormente que os clientes devem verificar cuidadosamente as condições específicas dos seus planos internacionais, sobretudo no que respeita ao roaming de dados, já que a utilização em redes estrangeiras pode gerar custos significativamente superiores aos praticados no país de origem.
O episódio volta a colocar sob escrutínio as práticas de cobrança de roaming fora da União Europeia, onde não existem os limites tarifários aplicados dentro do espaço comunitário.














