O Exército israelita anunciou hoje um “reforço significativo” das suas forças militares em todas as frentes, após o início de um ataque ao Irão conduzido em coordenação com os Estados Unidos.
A direção das operações “começou um reforço em grande escala das forças terrestres em todos os setores e comandos regionais [uma zona que abrange Israel e os Territórios Palestinos Ocupados], bem como o reforço e a mobilização das forças especiais, no âmbito do reforço do nível de preparação para vários cenários ofensivos e defensivos”, declarou o exército num comunicado.
“Além disso, reforços importantes serão destacados para a Força Aérea e a Marinha, paralelamente ao reforço de todos os dispositivos de poder de fogo”, acrescentou, sem avançar quantos reforços foram chamados.
Os Estados Unidos e Israel lançaram hoje um ataque conjunto contra o Irão, que atingiu a capital, Teerão, onde são visíveis grandes colunas de fumo.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o seu país iniciou “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.
Este ataque acontece dois dias depois da última ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano. Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
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