Os CTT têm apostado numa transformação com foco na digitalização, permitindo uma experiência mais completa e com impacto em todas áreas de negócio, contribuindo para o aumento de receita, mas também a nível operacional e em ferramentas de gestão internas. Hoje, têm uma abordagem estruturada ao tema da Inovação e Empreendedorismo. Esta gestão da inovação é feita em rede, abrindo aos ecossistemas externos de universidades e startups e garantindo que as actividades de Inovação não estão atribuídas apenas a uma única área da empresa. Não obstante existe uma Direcção de Inovação e Desenvolvimento do Negócio, que tem como missão garantir que este ecossistema funciona de forma eficaz.
«Esta abordagem estruturada à inovação traduz-se num conjunto de abordagens com foco a produzir resultados em diferentes horizontes temporais. Para implementação de iniciativas de inovação rápidas e incrementais e para garantir uma cultura interna de inovação forte, temos uma plataforma que, numa óptica de gaming/rewarding se baseia na “sabedoria das multidões” para capturar as ideias dos colaboradores para resolução de desafios concretos das áreas de negócio e/ou operacionais. Para garantir o acompanhamento de tendências de longo prazo organizamos sessões de inovação exploratórias em que focamos temas de futuro, convidando entidades e startups para partilhar as suas experiências com os nossos colaboradores. Em termos de projectos concretos de médio prazo, com horizonte temporal de um a três anos, temos uma equipa de business development, que acompanha as áreas na construção de novas propostas de valor», afirma Nuno Matos, director de Inovação e Desenvolvimento de Negócio CTT.
Focando no ecossistema externo, os CTT têm uma abordagem ao universo académico e às startups. «Temos cerca de 15 projectos ongoing, tocando nas várias áreas da organização, e acreditamos que serão um contributo forte para o desenvolvimento de soluções inovadoras para os CTT», avança.
Finalmente, estão ligados a organismos, associações, think-tanks, do mundo postal, que têm uma cultura própria e positiva de partilha de conhecimento e know-how. Assim, são membros da PostEurop, IPC (International Post Corporation), COTEC Portugal, UPU (União Postal Universal), UPAEP (União Postal das Américas, Espanha e Portugal) e PUMED (União Postal dos Países da Baía do Mediterrâneo). Os CTT também acompanham e/ ou participam nas actividades de organizações como a PIP (Plataforma de Inovação Postal, iniciativa de várias entidades entre como a Escola Politécnica Federal de Lausanne, a Swiss Post, a USPS, etc), PostalVision 2020, Fórum Postal Africano e Post-Expo.
A capacidade inovadora dos CTT tem sido reconhecida e premiada internacionalmente, como seja o que promove anualmente os World Post & Parcel Awards.
GERIR A INOVAÇÃO
Os CTT têm inovado a vários níveis de negócio, desde soluções de correio (como o CTT Ads focado no segmento da publicidade), e expresso e encomendas e também no Banco CTT», afirma Nuno Matos.
Além destas, tem apostado na mobilidade, lançando novos canais, como aplicações móveis que lhe permitem estar mais próximo dos clientes, como a nova APP CTT, a APP do ViaCTT, APP CTT e-segue, e nas APPs do Banco BCTT e CasaBCTT.
A nível de gestão interna, os CTT têm iniciativas em curso, nomeadamente em termos de Big Data, com o reforço da capacitação tecnológica para permitir uma maior organização e análise da informação, para que se possa ajustar mais às necessidades dos clientes e a ter uma maior eficiência dos processos. Os próprios SI estão sob processo de transformação para um maior foco no desenvolvimento rápido e prioritário de soluções para clientes. Em termos de gestão de inovação interna, tem uma abordagem estruturada e digital, para garantir um pipeline de projectos constante, tanto numa perspectiva incremental, como a médio e longo prazo.
A nível operacional, o plano de transformação foi já comunicado e é muito motivado por este efeito de digitalização. «A queda do volume de correio a circular em Portugal é uma realidade e hoje os CTT têm sensivelmente metade do tráfego que tinha em 2001. Esta alteração do paradigma do negócio obriga a ajustes também nas operações, sendo que temos em curso e implementámos no passado recente já diversas iniciativas: investimos numa máquina para tratamento de objectos volumosos não mecanizáveis, como resposta ao aumento do e-commerce e que nos permite ser mais eficientes, construímos uma nova arquitectura de rede operacional com um novo e optimizado modelo de produção e logística, integrámos a rede de objectos Expresso na rede de carteiros CTT (a rede Expresso tinha uma componente muito forte de subcontratação), lançámos um piloto com um novo triciclo eléctrico de distribuição, em parceria com uma startup, e temos investido na frota eléctrica, tendo hoje os CTT a maior frota empresarial eléctrica do país, com cerca de 10% da frota CTT», afirma Nuno Matos.
NOVAS SOLUÇÕES
Nos últimos anos, o e-commerce tem sido uma das principais alavancas de crescimento do negócio dos CTT, onde tem desenvolvido várias soluções. «Assim, construímos a solução CTT e-segue que permite que o expedidor possa dar ao cliente final a opção de este alterar a data e o local de entrega da sua encomenda a qualquer altura, mesmo depois da distribuição já estar em curso, de seleccionar a janela horária para entrega ou mesmo o dia certo, de ter mais tentativas de entrega e de fazer o live-tracking das suas encomendas. Para complementar a solução, foi lançada uma APP própria que permite ao e-buyer fazer toda a gestão da entrega das suas encomendas. Outra iniciativa em curso é o piloto CTT 24H (cacifos automáticos), que permite aos clientes levantar as suas encomendas, 24/7, em vários pontos da cidade de Lisboa (numa primeira fase). O público-alvo são os e-buyers e e-sellers, possibilitando maior conveniência e flexibilidade. Está também em desenvolvimento, com o objectivo de ser lançado neste trimestre, uma solução de virtualização de endereços que permitirá aos clientes finais – e-buyers – após o registo e aquisição do seu identificador único, usarem esse identificador para que todos os seus objectos, independentemente da Loja Online onde efectuam a compram, sejam direccionados para o armazém de processamento dos CTT, para que possam ser encaminhados para o CTT 24H que foi identificado pelo cliente como o mais conveniente. Foi ainda lançada a solução Express2me, que permite que os e-buyers nacionais comprem em Lojas Online dos EUA que não fazem envios para fora, possibilitando a recepção das suas encomendas em Portugal. Após o registo do cliente no serviço, é atribuída uma morada virtual americana (que corresponde a um armazém internacional de consolidação nos EUA), e será essa mesma morada que é depois indicada como local de entrega nas Lojas Online norte-americanas. Só depois de a encomenda chegar ao armazém de consolidação é enviada para a morada real do cliente final, em Portugal. ACTUALIZAR A OFERTA De forma constante, os CTT visam actualizar e inovar a sua oferta nos vários segmentos, para ir ao encontro das principais necessidades dos clientes e serem mais competitivos. Na área de e-commerce está de momento a explorar soluções de entregas same-day alavancadas em dinâmicas de crowdsourcing ou presença no ecossistema de marketplaces, além da possível expansão da oferta CTT 24H (cacifos automáticos) e da virtualização da morada. No segmento de Expresso e Encomendas, está a evoluir a oferta de Carga e Logística, e a rever também a oferta Ibérica. «Nas áreas do Banco e de Pagamentos e de Soluções Empresariais estamos também a avaliar novas ofertas que poderão ser lançadas neste ano. Em resumo, temos hoje um pipeline de inovação consistente, comprovado pelas soluções que temos lançado no passado recente. Este ano, como nos anos anteriores, continuaremos a lançar novos produtos e serviços, o que acreditamos ser fundamental para efectivar o processo de transformação dos CTT», garante Nuno Matos.














