Na reunião que se encontra a decorrer esta quinta-feira entre especialistas e peritos no Infarmed em Lisboa, André Peralta Gomes, da Direção Geral da Saúde (DGS), admitiu que o organismo só conhece a origem de contágio em 13% dos casos, que se dividem da seguinte forma:
- Outros: 75%
- Contexto familiar: 20%
- Laboral: 4%
- Escolar: 1%
- ERPI: 1%
- Social: 1%
- Estabelecimentos de Saúde: 0%
O contexto familiar continua a ser aquele em que se verifica uma maior «prevalência do contágio», mostrando ser este o contexto mais comum de infeção.
André Peralta Gomes utilizou um gráfico para sustentar a informação que relatava, no qual era possível observar a «preponderância elevada» desta origem de contágio, no entanto ressalvou: «Como o link [epidemiológico] é uma informação preenchida pelos médicos, pode estar com atraso».
Na mesma ocasião o especialista referiu que o pico da segunda vaga da Covid-19 em Portugal já passou, tendo sido atingido no passado dia 25 de Novembro, o que «são boas notícias» para a situação pandémica no país, uma vez que no dia 25 de novembro aconteceu «a consolidação de um pico», seguido de uma «tendência de descida» da transmissão, que se espera que seja consolidada nos próximos dias.
Fazendo uma visão geral da pandemia em Portugal, André Peralta Gomes fala num «desagravamento em vários municípios, sobretudo na região Norte», sublinhando contudo que continuam a existir «taxas de incidência muito elevadas». A região Centro, bem como Lisboa e Vale do Tejo, registam também uma tendência decrescente, já no Alentejo e nos Açores o cenário é inverso, segundo explicou.
Portugal contabilizou ontem mais 68 mortos relacionados com a covid-19 e 3.384 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia, o país já registou 4.645 mortes e 303.846 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 75.755 casos, mais 747 do que na terça-feira.




