A corretora falida de criptoativos FTX informou, nos pedidos de falência requeridos nos EUA, que está a passar por uma “grave crise de liquidez”, tendo em conta que estima a possibilidade de ter mais de 1 milhão de credores, segundo a agência internacional Reuters.
Recorda-se que a FTX declarou falência, esta segunda-feira, nos EUA, tendo nomeado cinco novos diretores independentes em cada uma das suas principais empresas, nomeadamente a empresa irmã Alameda Research, do mesmo fundador Sam Bankman-Fried.
A empresa encontrava-se entre as maiores do mundo no que diz respeito a criptomoedas e entrou com um pedido de proteção contra falência, esta sexta-feira, depois de muitos utilizadores retirarem o seu dinheiro da plataforma, deixando a FTX sem liquidez e à procura de um resgate.
A situação complicou-se especialmente ainda na quarta-feira passada, quando a Binance, a principal plataforma de criptomoedas, anunciou que retirava a oferta de compra que tinha feito um dia antes, para apoiar a sua rival.
O caso da falência da FTX inclui pelo menos, de acordo com os documentos oficiais, mais de cem mil credores, sendo que o número pode pode ultrapassar um milhão. Os números foram divulgados quando a FTX solicitou a várias empresas do grupo que produzissem uma lista consolidada dos principais credores, em vez de listas separadas.
Os documentos também confirmaram que a FTX sofreu um ataque informático no dia 11 de novembro, depois de declarar no sábado ter registado “transações não autorizadas” na sua plataforma.
Recorde-se que, na quinta-feira, Bankman-Fried pediu desculpas e admitiu que cometeu erros na altura de calcular os níveis de liquidez que eram necessários, bem como na hora de dar explicações sobre a situação da plataforma quando começou a crise.
O multimilionário, de 30 anos, disse estar a fazer o possível para obter liquidez e evitar o colapso, que acabaria por acontecer já esta segunda-feira, com um buraco financeiro que estará estimado em 8.000 milhões de dólares.
Entretanto surgiram numerosos detalhes sobre o funcionamento da plataforma, incluindo alegações de a FTX ter usado milhões de dólares depositados por clientes para financiar investimentos de risco.





