Continente: Defender o planeta

São diversos os exemplos conhecidos da actuação da Sonae MC em sintonia com o conceito de Economia Circular, desde os níveis de redução e valorização dos resíduos por si geridos, à redução constante dos indicadores do uso de recursos naturais – como água, energia, ou uso de matérias-primas na produção de produtos (fertilizantes, plásticos, ou ainda materiais de embalagem como cartão ou plásticos). Soma-se ainda a luta contra o desperdício alimentar, onde a actuação se inicia no controlo da quebra (produtos comprados e não vendidos), prossegue na operação nos entrepostos e lojas evitando desperdício, e finalizando em formas de dar nova vida a produtos que, por razões comerciais poderiam resultar em resíduos – de que são exemplos o reprocessamento de frutas, legumes ou pão, dando origem a doces, chutneys, bolos de banana ou cerveja (Bread Beer). Importa também destacar a desvalorização do preço de venda em produtos que se encontram próximos de atingir a validade (identificados com etiquetas distintas), ou todo o processo de doações (instituído há décadas como forma de apoio a quem mais precisa, através de mais de um milhar de instituições), como formas de evitar o desperdício de alimentos numa lógica de economia circular.

«Um dos projectos mais recentes que se debruça sobre este tema é o projecto LIFEFood Cycle, lançado em Setembro de 2020 pela Sonae MC, em consórcio com a Phenix e apoiado pelo programa LIFE da União Europeia. A iniciativa traduz-se numa plataforma digital da Sonae MC que permitirá às lojas Continente dar uma nova vida aos produtos alimentares em risco de quebra, através de doações solidárias (digitalizando um processo manual já existente há largos anos) e da venda B2B a novos parceiros (ex. restaurantes), que se prevê ocorrer a preços mais baixos», explica Pedro Lago, director de projectos de Sustentabilidade e Economia Circular da Sonae MC.

Recentemente, o Continente desenvolveu caixas de cinco quilos com frutas e legumes que estão perto de ultrapassar o ponto óptimo de consumo, à venda por apenas 0,50€/kg. Desde o início do projecto (em modo piloto) em Novembro de 2019, já foram “resgatados” mais de 40 mil kg de frutas e legumes. As Caixas Zer0% Desperdício estão agora em vigor nas mais de 300 lojas Continente do país, prevendo-se evitar o desperdício de mais de mil toneladas de frutas e legumes por ano, o que significa uma previsão de vendas de 200 mil caixas em 2021.

PLÁSTICOS

O Continente tem também vindo a implementar diversas medidas no âmbito da sua Estratégia para o Uso Responsável dos Plásticos, contando com um grupo de trabalho multidisciplinar e transversal, focado no desenvolvimento de soluções muito concretas para um uso mais responsável deste material, desde ao nível da marca própria, da logística, dos fornecedores, até ao nível interno e também da sensibilização do consumidor. Este compromisso visa fomentar a economia circular, designadamente a redução do uso de recursos naturais, a promoção da reciclagem, e encontrar alternativas economicamente viáveis ao plástico de utilização única, nomeadamente por via da reutilização.

Assim, a criação da plataforma Plástico Responsável Continente, um microsite lançado a 22 de Abril de 2019, materializa as iniciativas que já estavam a ser desenvolvidas pelo Continente e que, entretanto, assumiram a forma de compromisso. Em 2020, o Continente alcançou um nível de poupança superior a 4,2 mil toneladas de plástico virgem por ano. Este valor representa um crescimento de 90% em relação à poupança de 2,2 mil toneladas/ ano anunciada em Abril de 2019 na plataforma www.plasticoresponsavel. continente.pt.

O Relatório Anual da Fundação Ellen MacArthur, que dá conta dos progressos comuns aos cerca de 400 signatários do compromisso global New Plastics Economy, refere que a Sonae MC apresenta um dos melhores resultados do mundo entre os subscritores e o melhor resultado entre os retalhistas que operam em Portugal: 4.º empresa com maior percentagem de plástico reutilizável já incorporado nas embalagens (13,4%) – atrás da Selfridges (60%), Kesko Corporation (24%) e Kmart Australia (15%), mas ultrapassando, por exemplo, Starbucks e Delhaize; 7.º retalhista com maior percentagem (55%) de embalagens já recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis – à frente de grupos como Carrefour, Marks & Spencer e Walmart. No panorama nacional, a Sonae MC lidera na percentagem de embalagens já reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.

Além das toneladas de plástico virgem eliminadas (entre eliminação de plástico considerado desnecessário e substituição de material virgem por reciclado), a marca substituiu ainda 50 toneladas de plástico com baixa reciclabilidade (como o PVC) por outros materiais mais fáceis de reciclar (como o PET) dos seus produtos. Actualmente, mais de 70% das referências de marca própria já são 100% recicláveis. Entre as mais recentes iniciativas relacionadas com o uso de plástico, o Continente está a terminar de substituir todas as palhinhas de plástico dos pacotes de leite, sumos, néctares e iced teas de marca própria, por palhinhas de papel recicláveis. Com a substituição das palhinhas de todos os pacotes de leite e sumos de marca própria Continente, evitarão 35 milhões de palhinhas de plástico por ano.

«Estamos também a proceder à substituição de plásticos problemáticos, sendo um exemplo prático disso mesmo a substituição de material dos rótulos das garrafas de iogurtes líquidos por um tipo de plástico com alta reciclabilidade, numa categoria que representa 48 milhões de embalagens por ano. Em Julho de 2020, substituímos as embalagens de esferovite (outro plástico problemático para o sistema de reciclagem) dos nossos gelados Continente Selecção, por uma embalagem de plástico 100% reciclável, uma inovação nesta categoria de produtos e que representa mais de 60 mil embalagens por ano», acrescenta Pedro Lago.

Também no segundo semestre do ano passado, foi lançado um projecto piloto, na loja Modelo de Vila do Conde, e que já se estendeu ao Continente do Vasco da Gama, em Lisboa, e ao Gaiashopping, em Vila Nova de Gaia, que promove a reutilização de embalagens na charcutaria e take away: o cliente pode adquirir uma das caixas herméticas disponíveis à venda na loja ou trazer de casa o seu “tupperware” (mediante cumprimento de determinados requisitos de higiene e segurança alimentar). Os recipientes substituem as actuais caixas descartáveis do take away e “embrulhos” de plástico da charcutaria que são descartados (e muitas vezes não reciclados) assim que o cliente chega a casa.

Com esta iniciativa o Continente reforça o incentivo à reutilização de sacos, pelo cliente, já anteriormente disponibilizados em todas as lojas para frutas, legumes e padaria. «Além de estarmos comprometidos com a utilização de materiais mais sustentáveis e eliminar resíduos desnecessários dos nossos produtos, lojas e operações, estamos também a investir na sensibilização do consumidor no sentido da substituição de plásticos de uso único por soluções de reutilização, sempre que estas são viáveis», refere o director de projectos de Sustentabilidade e Economia Circular da Sonae MC.

Na zona das frutas e legumes disponibilizam sacos de algodão e de rede 100% recicláveis, laváveis e reutilizáveis para transporte destes artigos; na zona da padaria, há sacos de pano disponíveis e, em alternativa, o cliente também tem a possibilidade de trazer os seus próprios sacos de casa. Também em 2020 lançaram o Sea Wrap, um novo saco da peixaria feito de papel, 100% reciclável, revestido no interior por uma camada fina de polietileno, que evita o derrame de líquidos e garante a total conservação do produto. O cliente apenas tem de remover a fina película interior do saco e colocar no ecoponto amarelo (enquanto o saco em si tem como destino o ecoponto azul). Os novos sacos permitirão eliminar mais de 40% do plástico gasto por ano nos sacos da peixaria, evitando a utilização de 70 toneladas do material.

Posteriormente, anunciaram a substituição da janela transparente dos sacos de pão, anteriormente em plástico, por um novo material celulósico, 100% reciclável com o resto do saco (no ecoponto azul). Esta inovação, pioneira no retalho nacional, permite ao cliente continuar a ver o conteúdo do saco, mas evita a utilização de 94 toneladas de plástico por ano. Nas cuvetes de peixaria substituíram o material XPS (material de difícil reciclagem) por material PET (facilmente reciclável e que já inclui 50% de material reciclado), resultando numa poupança de 1,6 toneladas anuais de plástico virgem em mais de 200 mil unidades.

«Fomos pioneiros na retirada do cincho dos Queijos Frescos Continente, que corresponde a uma poupança de 11 toneladas de plástico por ano. Reduzimos a gramagem do plástico das garrafas de água Continente 22cl e 50cl, que corresponde a uma poupança de 83 toneladas de plástico», explica.

No mesmo sentido, desde 21 de Janeiro de 2020 que as bananas da Madeira chegam às lojas presas com uma cinta elástica que une os cachos em vez do anterior saco de plástico. Uma alternativa que permitirá uma poupança anual de 11 toneladas de plástico virgem. A alteração desta embalagem não é exclusiva do Continente, mas aconteceu no retalho alimentar devido ao desafio lançado em 2019, pela Sonae MC, ao fornecedor de bananas da Madeira, para encontrar uma solução de embalagem mais amiga do ambiente.

Já em Julho de 2020 foi lançada uma nova colecção de sacos de transporte de compras (ráfia, recicláveis e com incorporação de matéria reciclada) com mensagens que promovem comportamentos mais amigos do ambiente e relembram o que cada um pode fazer pelo planeta. Depois dos sacos que destacavam o logótipo em tamanho aumentado, a marca decidiu assumir os sacos de transporte de compras como meio de mensagens eco-friendly inspiradas na política dos Rs – reduz, reutiliza, recupera, recicla, reaproveita.

CONTINENTE ECO

A marca Continente ECO é uma gama de produtos ecológicos em limpeza do lar, que combina sustentabilidade ambiental, eficácia e acessibilidade. Inclui produtos de papel (rolo de cozinha, guardanapos, lenços e papel higiénico), sacos do lixo (dos 20 aos 150 litros), limpeza da cozinha (detergente e tira-gorduras), limpeza de roupa (detergente, amaciador e tira-nódoas) e limpeza do lar (gel wc, lava tudo, creme de limpeza e limpa vidros). As embalagens destes produtos têm símbolos que ajudam a identificar os atributos de cada artigo e que representam os compromissos da nova marca: fragrância 100% natural (obtidas por meio da extracção dos óleos essenciais, provenientes principalmente de vegetais), 100% origem vegetal (derivado de flores, folhas, raízes, caules, frutos e sementes) e sem branqueadores artificiais (livre de substâncias químicas cuja função é dar a sensação de brilho e branqueamento aos produtos de papel). À semelhança de todos os produtos Continente, a iconografia de reciclagem está presente em todas as embalagens para ajudar os consumidores na preparação e separação do lixo para a reciclagem.

«Estamos determinados desde o primeiro dia a fazer a diferença, produto a produto e causa a causa. E como acreditamos ter a mais importante missão de todas, salvar a casa onde todos vivemos, decidimos estar ao lado de quem pensa como nós. Assim, parte das vendas dos produtos Continente ECO revertem a favor de projectos que se inserem nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. De forma a ajudar quem também defende o planeta, parte das vendas dos produtos Continente ECO reverte a favor da Liga dos Bombeiros Portugueses, pelo seu trabalho na protecção dos cidadãos, na preservação das florestas e na luta contra os incêndios», conclui.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Ecologia, Eficiência Energética e Energias Renováveis”, publicado na edição de Abril (n.º 181) da Executive Digest.

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