Em tempos de crise sanitária como aqueles que vivemos, 10 mil dólares – ou 10 mil euros – podem fazer a diferença na sobrevivência de um negócio. Esta é a conclusão de um inquérito levado a cabo pela Hello Alice junto de proprietários de negócios nos Estados Unidos da América, através do qual se pretendia perceber que quantia de dinheiro é necessária para fazer face ao COVID-19. A resposta mais frequente foi 10 mil dólares, seguindo-se 5 mil dólares e só depois 25 mil dólares.
No caso da própria Hello Alice, a presidente e chairwoman Elizabeth Gore adianta que já houve duas vezes na sua história em que foram precisos cerca de 20 mil dólares para salvar o negócio. A primeira vez envolveu chegar ao limite de um cartão de crédito pessoal para pagar as contas. A segunda obrigou a uma suspensão de salários da equipa de liderança para garantir que os restantes ordenados eram pagos.
Agora, as dificuldades voltam a espreitar, tanto para a Hello Alice como para a generalidade das empresas em todo o Mundo. A sugestão de Elizabeth Gore, num artigo publicado no site da revista Inc., passa por avaliar exaustivamente o orçamento da organização, bem como todos os recursos disponíveis. Além de olhar para potenciais apoios governamentais, os líderes deverão considerar a possibilidade de incrementar o montante na conta através de outras vias.
Uma das sugestões passa por olhar para fundos e apoios privados que estão a surgir e que variam de área para área: o Facebook, por exemplo, lançou um projecto através do qual irá distribuir três milhões de euros por jornalistas europeus. Há que considerar ainda a possibilidade de fechar portas para reduzir os custos temporariamente.
«Vivemos numa altura em que cada cêntimo conta. Devemos gastar o máximo tempo possível a analisar o orçamento, bem como a realizar a inscrição junto de programas financeiros para manter os negócios à tona», frisa Elizabeth Gore. Segundo a responsável, mesmo que o dinheiro não seja preciso para já, não se sabe durante quanto tempo durará a pandemia ou como estará a economia depois do novo coronavírus.














