Na sequência do anúncio do Governo de prolongar o estado de calamidade em Odivelas e Amadora, assim como em algumas freguesias dos concelhos, determinando que todos os estabelecimentos comerciais têm de encerrar às 20 horas, e que os centros comerciais vão ser alvo de mais fiscalização no que toca à entrada, circulação e presença de pessoas por metro quadrado, os centros comerciais reagiram afirmando que compreender a preocupação em minimizar os riscos de ajuntamentos à margem das regras em vigor”, mas reiteram que “pelas características da sua operação, e por cumprirem regras de limitação de entradas, não têm nem nunca tiveram ajuntamentos”.
“Limitar o horário de funcionamento dos Centros Comerciais na Área Metropolitana de Lisboa pode potenciar uma maior concentração de pessoas, e isso é precisamente o contrário do que queremos que aconteça. Adicionalmente, continuamos a criar factores de incerteza com impactos negativos na operação dos Centros, dos seus lojistas e na confiança dos visitantes”, afirma o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), António Sampaio de Mattos.
“Os Centros Comerciais Associados da APCC investiram milhões de euros para adaptar os seus espaços e formar as suas equipas de modo a continuar a garantir a visitantes, lojistas e colaboradores das lojas todas as condições de segurança sanitária, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global. Estes espaços minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos”, argumenta o responsável.
A reabertura total dos Centros Comerciais, ocorrida no dia 1 de Junho em todo o país e a 15 de Junho na Área Metropolitana de Lisboa, considera o responsável, tem demonstrado que os Centros estão perfeitamente preparados para funcionar segundo as regras determinadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde:
Garantindo que os centros estão operar com a limitação de um máximo de 5 visitantes por cada 100 m2 de área destinada ao público, o que dá total garantia de distanciamento social entre os seus visitantes, o responsável salienta ainda que tráfego tem sido compatível com as lotações máximas definidas por lei; as regras de distanciamento têm sido cumpridas; a utilização das instalações sanitárias tem sido feita com total respeito pela higienização e desinfecção; o uso de tapetes e escadas rolantes e elevadores tem decorrido sem qualquer problema; o funcionamento dos restaurantes e a utilização dos food-courts tem cumprido “escrupulosamente” as regras determinadas.













