Carris: Promoção da sustentabilidade

A CARRIS tem um forte compromisso com a sustentabilidade, sendo “aumentar a eficiência e a sustentabilidade” um dos três pilares das suas actividades desde 2017. Assim, têm vindo a ser implementadas diversas medidas, algumas mais “visíveis” como as que se referem à promoção da melhoria do desempenho ambiental do seu serviço público de transportes, outras mais internas, como a construção de uma estratégia de responsabilidade social. A CARRIS é um elemento fundamental na promoção da sustentabilidade não só das suas operações mas da cidade de Lisboa como um todo, oferecendo um serviço de transportes mais limpo e acessível para todos os que moram, trabalham, estudam ou visitam Lisboa.

A empresa tem um objectivo de longo-prazo que passa por ter um frota 100% composta por veículos sem emissões locais em 2040. «Para atingir este objectivo têm sido definidos planos de renovação de frota que passam essencialmente por substituir veículos a diesel por unidades com tecnologias alternativas, como o gás natural e autocarros eléctricos, sem esquecer a expansão da rede de eléctricos “ferroviários”. Com base nesta estratégia, que passa por uma crescente incorporação de veículos zero emissões (e.g. autocarros eléctricos) esperamos conseguir reduzir até 2030 a nossa pegada carbónica por passageiro.km em 50% face a 2017», diz fonte oficial da empresa à Executive Digest.

Assim, a CARRIS pretende ao longo dos próximos anos prosseguir o processo de implementação do seu programa de renovação de frota de autocarros, com previsão de entrada ao serviço de 553 novas viaturas entre 2018 e 2024. No que respeita à frota de eléctricos, a CARRIS prevê a aquisição de 15 novos eléctricos articulados com entrada em operação entre 2022 e 2023. Está ainda prevista a aquisição de 10 novos eléctricos históricos com recepção prevista em 2023 e 2024.

AUTOCARROS

Os novos autocarros eléctricos começaram em Março de 2020 a circular na carreira 706, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré. São autocarros standards, isto é, com cerca de 12 metros de comprimento, a tipologia mais comum que temos na cidade de Lisboa. Estão equipados com uma bateria de 300 kWh que lhes permite uma autonomia de cerca de 200 km, sendo que carregam durante a noite na estação da CARRIS da Pontinha. Operam uma linha muito central na cidade de Lisboa, com cerca de 10 km de extensão e onde se realizam mais de 40 mil viagens por ano e transportam mais de um milhão de passageiros.

«Atendendo a termos uma operação ainda recente é cedo para fazer uma análise aos custos com manutenção. Relativamente às emissões, estes autocarros que operaram na carreira 706 durante o ano de 2020, percorreram 366.098 km, evitando a emissão de 492 toneladas de CO2», acrescenta a mesma fonte oficial. Já em relação às unidades movidas a gás natural, a grande vantagem não será tanto em termos de CO2 mas sim em matéria de emissão de poluentes atmosféricos. Trata-se de uma aposta muito importante para tentar reduzir a poluição atmosférica na cidade de Lisboa.

Essencialmente, a CARRIS investiu na construção de uma estrutura de carregamento de autocarros eléctricos na sua estação da Pontinha e de um novo posto de abastecimento de gás natural na estação de Miraflores. Para além disso está prevista uma renovação da estação de Santo Amaro, com vista a poder acomodar um grande crescimento na frota de eléctricos da empresa.

EFICIÊNCIA

No âmbito do compromisso da Lisboa Capital Verde 2020, a empresa assumiu a ambição de utilizar cobertura dos seus edifícios para produção de energia solar fotovoltaica. O primeiro passo foi dado no ano passado com a realização de um levantamento exaustivo do potencial fotovoltaico de todas as coberturas da CARRIS e a análise das estruturas dos edifícios. Está neste momento a ser preparado o projecto de execução para instalar a primeira central.

«A transição energética coloca um conjunto grande de desafios mas destacamos dois aspectos. Para quem tem frotas de grande dimensão, como é o caso da CARRIS, temos um aumento exponencial da complexidade em termos de gestão e operação. Passámos praticamente de uma frota com autocarros a gasóleo para uma frota diversificada com várias tecnologias, o que traz desafios em termos de manutenção, operação, logística, procurement, etc. Para além disto há naturalmente que considerar o maior custo de aquisição destes veículos, que obriga a um esforço financeiro muito significativo. A aquisição dos novos autocarros eléctricos e a gás natural da CARRIS beneficiou de apoio de fundos Europeus através do POSEUR, sendo que nos parece que este tipo de apoios vai continuar a desempenhar um papel essencial», sublinha fonte oficial.

Actualmente, existe uma crescente consciência de que para responder à crise climática é essencial eliminar o consumo de combustíveis fósseis o mais rapidamente possível. Os planos nacionais de política climática apontam para que o sector dos transportes rodoviários esteja descarbonizado em 2050. Assim, o mais provável é que os veículos eléctricos (ou outras tecnologias sem emissões que possam entretanto surgir) venham progressivamente a substituir os motores de combustão. No caso da CARRIS, o compromisso é chegar a 2040 com uma frota sem emissões locais, o que é uma meta neutra do ponto de vista tecnológico. Isto é, neste momento pode parecer que tal venha a ser conseguido através de veículos eléctricos, mas podem entretanto surgir outras soluções mais competitivas.

Certo é que os consumidores portugueses estão cada vez mais sensibilizados para o tema da mobilidade eléctrica e eficiência energética. A empresa realizou um questionário de satisfação de clientes em conjunto com outros 14 operadores de vários países e observou que o tema do desempenho ambiental está a crescer em termos de “prioridade” para os clientes desde 2018. «Para além disso a avaliação que os nossos clientes fazem do nosso desempenho nesta matéria também tem vindo a melhorar, o que nos deixa muito satisfeitos e encorajados para continuar este projecto de descarbonização», conclui fonte oficial da CARRIS.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Ecologia, Eficiência Energética e Energias Renováveis”, publicado na edição de Abril (n.º 181) da Executive Digest.

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