Nos últimos anos, a presença feminina no sector cervejeiro tem registado um crescimento consistente, reflectindo uma transformação gradual num universo historicamente dominado por homens. Há cerca de uma década, estimava-se que as mulheres representassem apenas entre 10% e 12% dos profissionais ligados à cerveja. Esse número começou a ganhar expressão ao longo dos anos seguintes e, há cerca de seis anos, já rondaria os 20%. Actualmente, de acordo com a associação Cervejeiros de Portugal, diferentes indicadores apontam para uma presença próxima dos 30%, considerando tanto as grandes empresas como o das microcervejeiras.
Este crescimento tem sido particularmente visível no segmento das cervejas artesanais, onde equipas mais pequenas e ambientes de trabalho mais experimentais tendem a favorecer estruturas mais equilibradas do ponto de vista de género. Em muitos casos, estas organizações apresentam equipas quase paritárias, reflectindo também a diversidade de perfis que hoje integram o sector, desde áreas científicas e técnicas até funções criativas e culturais ligadas à produção e à promoção da cerveja.
Embora esta evolução não tenha ocorrido de forma linear ao longo dos anos, a tendência é clara: o contraste histórico entre um sector predominantemente masculino e a presença feminina tem vindo a diminuir de forma significativa. A participação das mulheres na indústria cervejeira acompanha, aliás, uma mudança mais ampla no perfil de profissionais que escolhem esta área, cada vez mais marcada pela inovação, pela investigação e por novas abordagens à produção. Curiosamente, esta evolução também pode ser vista como um regresso às origens.
“A CERVEJA, COMO SECTOR, NÃO É UM TERRITÓRIO QUE AS MULHERES ESTEJAM AGORA A CONQUISTAR. É, EM CERTA MEDIDA, UM TERRITÓRIO QUE ESTAMOS A RETOMAR, PORQUE A HISTÓRIA DA CERVEJA TAMBÉM SE ESCREVEU COM MÃOS FEMININAS”
Durante séculos, na Europa medieval, a produção de cerveja era uma actividade maioritariamente feminina. As chamadas alewives eram responsáveis produzir e vender cerveja nas comunidades locais. Nesse sentido, a crescente presença de no sector pode não representar uma mudança radical, mas antes um reencontro com uma parte importante da própria história da cerveja.
“A cerveja, como sector, não é um território que as mulheres estejam agora a conquistar. É, em certa medida, um território que estamos a retomar, porque a história da cerveja também se escreveu com mãos femininas. Há inúmeros registos históricos que associam mulheres às primeiras práticas de fermentação de cereais, muitas vezes ligadas à agricultura e à vida quotidiana”, recorda Carlota Burnay, secretária-geral dos Cervejeiros de Portugal.
SEMPRE COM MÃOS FEMININAS
Ao longo do seu percurso profissional, Carlota Burnay diz não ter sentido barreiras formais dentro do sector. “Fui consistentemente escutada, em momentos e missões até surpreendentes. Isso diz muito sobre a maturidade de um sector que aprendeu a observar-se a si próprio e a evoluir antes que as tendências o obriguem a mudar”, sublinha.
A evolução da percepção do consumo de cerveja também reflecte esta transformação. A responsável recorda, por exemplo, as primeiras reflexões estratégicas em torno da chamada ‘mini’, durante os primeiros anos da sua carreira. “Na altura, estava fortemente associada a um consumo masculino e a um imaginário muito específico. O sector percebeu que aquele formato podia ser a unidade perfeita da experiência: frescura, dose certa, consumo social e responsável”, explica. Hoje, acrescenta, o que há 25 anos parecia improvável tornou-se natural. “A ‘mini’ deixou de ser um código de género e passou a ser um formato universal.”
Já no cargo de secretária-geral dos Cervejeiros de Portugal, função que Carlota assumiu recentemente, encara a nomeação como um reconhecimento do seu percurso profissional.
Para Carlota Burnay, assumir este papel significa também dar continuidade a uma história muito mais longa. “Não estou a começar uma página em branco. Estou a continuar uma história com cerca de 10 mil anos, acelerada no século XXI, e com a consciência de que a cerveja sempre foi maior do que os estereótipos que, por vezes, lhe quiseram colar.”
A NOVA FACE DA CERVEJA
Apesar de continuar a ser um sector historicamente dominado por homens, a indústria cervejeira europeia tem vindo a registar progressos na diversidade de liderança. Dados das maiores empresas do sector na Europa indicam que as mulheres representam, actualmente, entre cerca de um quarto e um terço das posições de liderança sénior, sinalizando uma mudança gradual na estrutura de poder das grandes cervejeiras.
Segundo Julia Leferman, secretária-geral da Brewers of Europe, os números das principais empresas do sector ajudam a ilustrar esta evolução. “Se olharmos para os quatro grandes grupos cervejeiros com forte presença europeia – Carlsberg, AB InBev, Heineken e Asahi Europe – vemos que as mulheres representam hoje entre 24% e 34% das posições de liderança sénior”, afirma. A responsável sublinha ainda que muitas destas empresas já estabeleceram metas claras para a próxima década: alcançar cerca de 40% de representação feminina até 2030.
Ao longo da sua carreira – que inclui sete anos à frente da associação cervejeira da Roménia antes de assumir o cargo actual – a responsável reconhece ter encontrado alguns preconceitos associados ao género. Contudo, acredita que a evolução do sector passa também pelo exemplo dado por quem ocupa cargos de responsabilidade. “Ao longo desse percurso encontrei momentos em que as suposições de género e mentalidades ultrapassadas eram visíveis, mas aprendi que demonstrar conhecimento, apresentar resultados e construir confiança permite ultrapassar essas barreiras”, afirma. “Ser uma mulher em posições de liderança visíveis hoje permite desafiar esses preconceitos e inspirar outras pessoas no sector.”
Para Julia Leferman, o aumento da diversidade não tem apenas um valor simbólico, tendo impacto directo na forma como as organizações pensam e decidem. “A diversidade na liderança não é apenas simbólica – muda mentalidades, reforça a consciência e incentiva uma cultura em que todos sentem que podem contribuir plenamente, independentemente do género ou da sua origem”, sublinha.
A maior presença feminina nas estruturas de decisão tem também contribuído para alargar as prioridades estratégicas da indústria cervejeira. Embora evite associar determinadas qualidades a um género específico, a secretária-geral da Brewers of Europe considera que a diversidade traz novas perspectivas ao sector. “É evidente que uma maior representação de mulheres nas mesas de decisão traz perspectivas mais amplas”, afirma. “Em toda a Europa, as mulheres estão cada vez mais a influenciar prioridades relacionadas com sustentabilidade, consumo responsável, envolvimento com stakeholders, cultura organizacional e inovação.”
Num contexto em que temas como sustentabilidade, diversidade e proximidade ao consumidor ganham crescente relevância, a indústria cervejeira procura adaptar-se às expectativas das novas gerações. “À medida que o sector evolui em torno da sustentabilidade, da inclusão e do consumo responsável, as mulheres líderes estão a ajudar a moldar uma indústria mais aberta, moderna e alinhada com os valores dos consumidores.”
Na sua visão, este caminho permitirá construir um sector mais atractivo para o futuro. “Seja ao desenvolver estratégias ambientais, promover uma cultura de consumo responsável ou criar ambientes de trabalho mais inclusivos, as mulheres contribuem para um sector relevante, acolhedor e inspirador para as novas gerações – um sector que respeita as suas raízes, mas que abraça as prioridades da sociedade actual.”
UMA NOVA CULTURA
Num momento em que as novas gerações procuram marcas mais transparentes e alinhadas com os seus valores, também a indústria cervejeira tem vindo a adaptar a forma como comunica e se posiciona. Para Carlota Burnay, os consumidores de hoje exigem mais do que apenas um produto. “As novas gerações exigem coerência. Não compram discursos vazios nem estereótipos. Procuram autenticidade, propósito e responsabilidade”, afirma. Ainda assim, lembra que a cerveja mantém aquilo que sempre foi a sua essência: uma bebida social. “Começa à mesa, arranca-nos um sorriso espirituoso e eleva o convívio na vida dos cafés, hotéis e restaurantes.”
Se essa dimensão continua central, o consumidor quer hoje perceber também o que está por detrás do copo: de onde vem a cerveja, como é produzida e qual o impacto das marcas no ambiente e na sociedade. E é precisamente aí que, na sua visão, o sector tem uma vantagem rara. “A cerveja é simultaneamente agrícola, industrial, técnica, quase alquímica e profundamente cultural”, diz.
Nos últimos anos, essa narrativa tem sido reforçada através da ideia do percurso “do grão ao copo”, que liga o produto final às suas origens – a cevada, a água e o conhecimento técnico acumulado ao longo de séculos. Essa visão mais ampla ajuda também a explicar a diversidade crescente do sector.
Em Portugal, por exemplo, a cultura cervejeira expandiu-se para além das grandes marcas e tornou-se cada vez mais ligada aos territórios. “Estima-se que existam cerca de 120 empresas cervejeiras no país”, refere Carlota Burnay, destacando o crescimento de microcervejeiras e de identidades regionais. Essa ligação ao território está a consolidar uma cultura cervejeira mais geolocalizada e sofisticada, que começa também a entrar na formação profissional, com cursos e iniciativas ligados ao beer pairing [a combinação de estilos de cerveja com alimentos] em escolas de hotelaria e turismo.
A sustentabilidade é outro eixo incontornável desta transformação. A evolução das cervejas sem álcool ilustra bem esse percurso. As primeiras experiências surgiram ainda nos anos 90, numa altura em que o tema do consumo moderado era tratado de forma muito mais simples e a tecnologia ainda não permitia resultados comparáveis aos actuais. Hoje, a categoria 0.0 já é uma realidade consolidada e em crescimento.
Também neste processo, as mulheres que ocupam posições de liderança no sector têm contribuído para alargar a forma como a indústria se pensa e se projecta no futuro. “As mulheres que hoje lideram, promovem e interpretam a cerveja têm um papel activo nesta transformação”, sublinha.
“A cerveja não está a adaptar-se para parecer actual”, conclui. “Está a honrar uma história que atravessa milénios e a mobilizar o melhor talento para continuar a evoluir.”
UM BRINDE AO FUTURO
Hoje, as mulheres já não estão apenas nas estruturas institucionais ou nos cargos de liderança – estão nas microcervejeiras enquanto accionistas e fundadoras, são mestres cervejeiras, beer sommeliers, responsáveis por inovação, protagonistas de novas tendências e também na linha da frente da produção, à boca das máquinas e no quotidiano operacional.
A sua presença atravessa toda a cadeia de valor e reforça a ideia de que a transformação do sector não é apenas estatística, mas estrutural. O contributo feminino assume especial relevância na consolidação da cerveja enquanto experiência gastronómica e sensorial, no reforço da literacia do consumidor e na promoção de uma comunicação mais transparente e responsável. A indústria cervejeira – que durante séculos contou com mãos femininas na sua génese – volta hoje a assumir essa herança como parte do seu presente e do seu futuro. E, nesse percurso, o brinde não é apenas à diversidade conquistada, mas ao caminho que ainda está a ser construído.
1. Que barreiras sentiu ao longo do seu percurso e de que forma a sua presença em posições de liderança está a contribuir para mudar mentalidades e práticas no sector?
2. Que mudanças ou novas prioridades considera que as mulheres trouxeram – ou podem trazer – para o futuro do sector cervejeiro em Portugal e na Europa?
3. Que papel pode a cerveja – e as mulheres que hoje a lideram, promovem e interpretam – desempenhar na construção de um sector mais inclusivo, moderno e relevante para as novas gerações?
Cláudia Santos, Beer Sommelier do Super Bock Group
1. Tento pensar que a minha existência neste lugar, por si só, já é transformadora.
Embora o sector cervejeiro continue a ser, em muitos contextos, um ambiente exigente e historicamente masculino, a minha experiência pessoal tem sido marcada por uma evolução positiva e por oportunidades concretas que atenuaram muitas das barreiras tradicionalmente associadas a este percurso.
Sinto que o Super Bock Group teve um papel determinante no meu percurso, ao proporcionar oportunidades reais de desenvolvimento, aprendizagem e momentos de visibilidade. Esse contexto permitiu-me crescer com confiança e sentir menos intensamente algumas das dificuldades que, noutros cenários, continuam a ser relatadas por mulheres no sector.
Senti também que, no momento em que realizei o curso de Beer Sommelier, já existia um número considerável de mulheres, o que demonstra que o sector está a mudar. Essa presença foi importante não só para normalizar o papel da mulher na área técnica, mas também para criar um ambiente mais diverso, colaborativo e representativo.
2. Hoje, percebo uma maior abertura e aceitação das mulheres no sector cervejeiro, tanto ao nível do conhecimento técnico como em funções de decisão e liderança. Quando as pessoas sabem que
sou beer sommelier há surpresa, mas também um maior reconhecimento e valorização do conhecimento, o que mostra como a informação e a representatividade continuam a ser fundamentais para mudar mentalidades.
3. Um dos desafios que ainda persiste é a ideia de que “a melhor cerveja para a mulher é a cerveja leve”. O meu foco, enquanto beer sommelier, passa por desconstruir activamente estes estereótipos,
reforçando que a escolha de uma cerveja não depende do género, mas sim do gosto pessoal, da curiosidade e da experiência de cada indivíduo.
Reconhecendo que o sector ainda apresenta desafios, acredito que estamos num momento de transição positiva. A maior presença feminina, aliada a oportunidades reais de desenvolvimento e visibilidade, está a contribuir para um sector mais inclusivo, mais diverso e, acima de tudo, mais fiel àquilo que a cerveja deve ser: uma experiência para todos, sem rótulos.
Rosa Billard, sócia da Cerveja Vadia
1. Nunca senti qualquer barreira ou preconceito ao longo do meu percurso no mundo da cerveja. Aliás, fui sempre muito bem recebida e considerada por todos os intervenientes deste sector. Não sei se pela minha personalidade ou postura, se pela percepção das pessoas que fui conhecendo. Talvez ambas!
O facto de ser mulher e de assumir uma posição de liderança numa marca de cerveja, acredito que contribui, antes de mais, para desmistificar a imagem que a cerveja tinha antes da revolução craft, “como um refrigerante para beber gelado, pelo homem, principalmente aquele que trabalhava no exterior e em trabalho pesado”. A revolução craft trouxe um reposicionamento do produto cerveja, elevando-o mesmo a produtos premium.
2. Em primeiro lugar, é sabido que as mulheres, em geral, têm maiores capacidades organolépticas que os homens. Ou seja, as mulheres têm uma maior capacidade para análise sensorial. Por outro lado, são, no geral, mais sensíveis ao amargor, principalmente da cerveja mais comum do tipo pilsner.
Como a cerveja craft abriu a estilos mais diversos, percebe-se que as mulheres podem encontrar um estilo mais adequado ao seu gosto e, neste sentido, percebemos o crescimento da procura de sidras e fruited sours, assim como cervejas com menor teor de álcool. Não obstante, existe um grupo relevante de mulheres que gostam de cervejas amargas e de diversos estilos, tão naturalmente
como os homens.
Não podemos esquecer que as mulheres representam metade da humanidade e, neste sentido, são um mercado com um potencial enormíssimo. As marcas de cerveja, hoje em dia, têm todo interesse em trabalhar este público-alvo, não só na comunicação, como na oferta. No entanto, é interessante perceber que as mulheres não gostam de saber que são um público-alvo apenas por serem mulheres, há que ser subtil (e inteligente) nesta comunicação!
3. A diversidade e a proximidade com o consumidor são pilares do movimento craft. Quando falamos de diversidade, falamos a todos os níveis, quer seja ao nível de estilos de cerveja, como dos próprios actores, cervejeiros e consumidores. E é por essa razão, que, naturalmente, as mulheres se integram facilmente neste movimento. Não há bloqueios, não há diferenças, não há preconceitos. É um movimento que se quer inconformista que não entra em estereótipos.
Teresa Apolónia, Grã-Mestre da Confraria da Cerveja
1. Dediquei toda a minha carreira ao sector cervejeiro, são mais de 30 anos entre operações, engenharia e finanças. Nesse percurso, fui inúmeras vezes a única mulher em equipas técnicas, em fábricas e em reuniões de gestão. Não porque houvesse uma intenção de me excluir, mas porque o sector estava, por hábito, moldado por uma presença maioritariamente masculina.
Nunca senti que me fechassem portas, mas encontrei aquelas barreiras quase invisíveis: um comentário casual, uma expectativa mais baixa, a surpresa inicial de quem não está habituado a ver uma mulher em certos papéis. Procurei sempre desconstruir essas situações com competência, serenidade e sentido de humor. Com o tempo, a minha presença deixou de ser uma excepção e passou a ser a norma.
Assumir o papel de Grã-Mestre da Confraria da Cerveja foi um passo natural. Fui a primeira mulher a ocupar este cargo, tal como aconteceu em muitas outras “primeiras vezes” na minha vida, mas nunca encarei isso como uma bandeira. O que me move é demonstrar que este sector nos pertence tanto quanto a qualquer outra pessoa. Acredito que a representatividade é a ferramenta mais eficaz para quebrar estereótipos, abrindo, desta forma, caminho para que a presença feminina em posições de liderança seja cada vez mais comum e menos surpreendente.
2. A diversidade é, por definição, uma fonte de riqueza, e no sector cervejeiro isso tornou-se evidente. Acredito que o percurso das mulheres, e o meu em particular, tende a cruzar diferentes áreas
de conhecimento, como engenharia, finanças, comunicação e sustentabilidade. Essa visão integrada torna a nossa indústria mais completa e preparada para o futuro.
Hoje, já vemos mulheres a liderar em todas as áreas do sector, e isso veio trazer um foco renovado a temas que considero serem essenciais. Isto traduz-se numa liderança mais colaborativa e próxima das equipas; num olhar mais atento à sustentabilidade e ao impacto social das nossas operações; numa preocupação genuína com a promoção de uma cultura de consumo responsável; e, finalmente, numa vontade de contar as histórias da cerveja com mais autenticidade, libertando-a de estereótipos antigos.
Na Confraria da Cerveja é precisamente esta a visão que tenho procurado implementar: honrar a imensa tradição da nossa cultura cervejeira, mas, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas vozes, novas perspectivas e um futuro mais plural.
3. A cerveja tem um poder social quase único: une as pessoas. Está nos momentos felizes, nas celebrações e nas conversas que partilhamos. É por isso que tem tanto potencial para ser um motor de inclusão, porque, na sua essência, pertence a todos.
Acredito que as mulheres na liderança têm sido fundamentais para amplificar esta vocação natural da cerveja como ponte. Ao liderar, comunicar e inovar, temos ajudado a aproximar o sector de temas que hoje são incontornáveis para as novas gerações: diversidade, sustentabilidade, responsabilidade e autenticidade.
Na Confraria da Cerveja, sentimos profundamente este papel. Queremos ser uma casa aberta, onde a cerveja é celebrada como cultura, uma cultura feita de história e inovação, mas também de responsabilidade e inclusão. Para mim, é isto que torna um sector verdadeiramente moderno: a sua capacidade de acolher diferentes perfis e de se reinventar, mantendo a sua essência. No fundo, trata-se de garantir que a cerveja continue a fazer o que sempre fez de melhor, unir pessoas, mas agora com um propósito alinhado com o nosso tempo: construir um sector mais diverso, consciente e relevante para todos.
Este artigo foi publicado na edição de Abril (n.º 241) da Executive Digest.





