Brasil quer resolução de litígios “plenamente operacional” na OMC

O ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, Mauro Vieira, defendeu hoje, nos Camarões, que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deve ter um sistema de resolução de litígios “plenamente operacional e acessível”, em resposta a ações unilaterais.

Executive Digest com Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, Mauro Vieira, defendeu hoje, nos Camarões, que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deve ter um sistema de resolução de litígios “plenamente operacional e acessível”, em resposta a ações unilaterais.


“A história mostra que, quando as regras são desrespeitadas, o conflito nunca está longe”, acrescentou Mauro Vieira, que falava na reunião de membros do Mecanismo Interno de Arbitragem Multipartidária (MPIA), criado para responder a disputas comerciais entre países.


O governante pediu o reforço do MPIA como forma de preservar as regras e assinalou que este mecanismo é um “porto seguro”.


Para o ministro, o MPIA ajuda a “prevenir um cenário internacional em que o poder prevalece sobre o direito”.


Vieira sublinhou ainda que o desenvolvimento dos países depende, em grande parte, da previsibilidade das regras do comércio.

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Sem a possibilidade de recorrer a um mecanismo vinculativo de resolução de litígios, “o comércio corre o risco de ser determinado pela dinâmica do poder”, apontou.


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